CEO promove retiro corporativo inspirado em 'Survivor' e histórias chocam internet

Um retiro corporativo que prometia integração e espírito de equipe acabou virando uma história digna de reality show, com direito a CEO hospitalizado, desafios inusitados e uma sequência de imprevistos.
Em 2017, a plataforma de streaming Plex investiu cerca de US$ 500 mil (cerca de R$ 1,6 milhão na cotação da época) para levar 120 funcionários a Honduras, em uma experiência inspirada no programa americano Survivor. Quase uma década depois, o episódio ainda rende histórias entre os funcionários e tem gerado debate na internet.
O plano era liderado pelo então CEO, Keith Valory, fã declarado do reality. Em parceria com a agência Moniker Partners, ele planejou um retiro temático, com dinâmicas e desafios ao estilo do programa. A ideia incluía até uma entrada triunfal, no estilo do apresentador Jeff Probst. Mas nada saiu como o planejado.
Antes mesmo de dar início às atividades, Valory contraiu uma infecção por E.coli após consumir uma salada no resort. O CEO perdeu quase 5 quilos e precisou ficar de repouso, recebendo soro intravenoso no quarto. “Me diziam para não comer vegetais, mas achei que uma salada não faria mal”, contou em entrevista ao The Wall Street Journal.
Enquanto o executivo se recuperava, do lado de fora os funcionários seguiam com as atividades, mas nem sempre com resultados positivos.
Um dos momentos mais comentados envolveu Shawn Eldridge, chefe de desenvolvimento de negócios da empresa. Durante uma dinâmica, ele acabou comendo uma tarântula morta após encontrá-la no prato de sua equipe. “Foi horrível. Aqueles pelos…”, relembrou. “Cresci no Texas, sempre convivi com tarântulas, mas nunca tinha comido uma.”
Os desafios não pararam por aí. Problemas logísticos no resort fizeram com que refeições fossem servidas mal cozidas. Segundo Sean Hoff, fundador da Moniker Partners, agência que promove retiros dessa espécie, a equipe precisou orientar os participantes a cortar carnes ao meio para verificar o ponto. Ainda assim, houve quem levasse a situação com bom humor: “Pelo menos não é uma tarântula”, brincou Eldridge.
Entre os relatos mais extremos está o de Greta Schlender, gerente sênior de produtos. Durante a viagem, ela sofreu uma sequência de incidentes: caiu em um formigueiro, teve reação alérgica, levou picadas de insetos, ficou presa a noite em uma ilha durante uma excursão e precisou de atendimento médico emergencial, incluindo aplicação de anti-histamínico.
Mesmo assim, descreve a experiência de forma surpreendente: “Ainda foi uma das viagens mais divertidas de todos os tempos”.
O grupo que ficou isolado durante a noite aproveitou o imprevisto para socializar: compraram camisetas iguais e assistiram a um show de reggae local.
Outro episódio curioso envolveu o engenheiro Rick Phillips, que acordou com um porco-espinho dentro do banheiro do quarto. O animal teria caído pelo teto durante a madrugada. O incidente foi resolvido pelo hotel e acabou rendendo ao funcionário uma dose inesperada de popularidade interna.
Apesar da sucessão de problemas, o saldo do retiro foi positivo do ponto de vista cultural. Muitos dos participantes, incluindo Valory, Eldridge, Hoff e o cofundador Scott Olechowski, seguem na empresa até hoje.
“Devem existir centenas de piadas internas que nasceram dessa viagem”, afirmou Olechowski. Para Valory, a experiência reforçou os laços da equipe: “São situações que criam conexões duradouras, algo que sustenta a cultura da empresa”.
No fim das contas, o que era para ser apenas mais um evento corporativo virou um case inusitado de cultura organizacional, daqueles que dificilmente entram no planejamento, mas que permanecem na memória de quem participou.
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