CEO da Stellantis pede equilíbrio no setor com “boom” de carros chineses
Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, afirmou durante entrevista exclusiva à CNN Brasil que, devido a alta competitividade de novos players, uma equalização do setor para proteger a cadeia automotiva se faz cada vez mais necessária.
Dentre os principais competidores estão os chineses, cuja capacidade ociosa, de acordo com o CEO, supera as 20 milhões de unidades. “Essa ociosidade deve ir para algum lugar”, explicou.
Apesar dos Estados Unidos ter se fechado a essas exportações, Europa e América do Sul estão interessadas em receber as unidades. Existem cenários, porém, que favorecem o Brasil.
“Os EUA puderam levantar tarifas importantes contra os chineses, acima de 100%, enquanto o brasil tem cerca de 25%”, afirmou Filosa. Na teoria, isso daria vantagem a exportações brasileiras. Mas, na opinião do CEO, isso não é suficiente para equalizar o gap competitivo.
“Acredito que, para proteger a sustentabilidade da cadeia de valor automotivo que está aqui instalada através dos nossos competidores, precisamos refletir sobre uma equalização no setor“, disse.
Segundo Filosa, uma das principais formas para equalizar a competitividade seria a criação de plantas produtivas. Como exemplo ele cita a instalação da Fiat em Betim, Minas Gerais.
“Quando a Fiat se instalou na cidade há 30 anos, a população era pequena”, afirmou. Hoje, Betim tem mais de 400 mil habitantes.





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