Entenda quais experimentos estão sendo feitos pela tripulação da Artemis
A tripulação da Artemis II tem dias agitados pela frente, alguns dos quais incluirão experimentos científicos, enquanto viajam ao redor da Lua e retornam.
Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion.
Aqui está uma visão geral dos conhecimentos científicos que podem ser obtidos com essa jornada ao espaço profundo:
- Um dispositivo semelhante a um relógio, chamado ARCHeR, monitorará o bem-estar, a atividade e os padrões de sono da tripulação.
- O experimento AVATAR está enviando dispositivos de órgãos em chips para medir os impactos da radiação e da microgravidade na saúde humana.
- Amostras de sangue e saliva da tripulação poderiam medir alterações no sistema imunológico.
- As fotos de crateras de impacto e antigos fluxos de lava tiradas pela tripulação da Artemis II durante seu sobrevoo do lado oculto da Lua podem revelar mais sobre a história caótica e misteriosa do satélite.
Satélites do tamanho de uma caixa de sapatos, chamados cubesats, também foram liberados da espaçonave cinco horas após o lançamento.
Veja aqui o rastreio da Nasa tempo real.
Os satélites, fornecidos por agências espaciais da Alemanha, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Argentina, medirão os diferentes aspectos do ambiente hostil do espaço.
- A sonda alemã TACHELES vai analisar como o espaço impacta os componentes elétricos que poderão ser usados em futuros veículos lunares.
- O K-Rad Cube contém tecido semelhante ao humano para medir os efeitos da radiação espacial nos cinturões de Van Allen que circundam a Terra – duas faixas perigosas de radiação resultantes de concentrações aprisionadas de partículas solares de alta energia que interagem com a atmosfera terrestre, de acordo com a Nasa.
A missão
Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.
A tripulação passará os primeiros um ou dois dias em órbita terrestre alta realizando extensas verificações de sistemas. Isso inclui testar os sistemas de suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação da Orion para garantir que a espaçonave esteja pronta para seguir para o espaço profundo.
No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não prevê pouso na superfície lunar. O principal objetivo é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.





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