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Belo Horizonte,04/04/2026

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Startup aposta em modelo online para incentivar homens a cuidar da saúde

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Startup aposta em modelo online para incentivar homens a cuidar da saúde
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Startups que prometem simplificar o acesso à saúde masculina estão ganhando espaço no Brasil. A mais nova aposta é a Eles, plataforma de consultas assíncronas fundada por Felipe Ribeiro, Guilherme Mauad, Abrahão Fecury e Fernando Pesaro, que conecta pacientes, médicos e farmácias de manipulação para tratar casos como queda capilar, emagrecimento e ejaculação precoce.
Na prática, o paciente responde a um questionário direcionado à sua queixa de saúde, feito por uma equipe de especialistas. Esse material é avaliado por um médico, que aprova ou desaprova a sugestão de prescrição indicada pela plataforma. Se o caso precisar de atendimento presencial, a startup informa o paciente. A receita é emitida no nome do médico e enviada para uma farmácia parceira.
“Nós oferecemos a tecnologia médica em torno da operação, que conecta os provedores. O médico, a farmácia de manipulação e os pacientes se ligam à plataforma para o atendimento”, explica Ribeiro. No momento, a Eles trabalha com três farmácias de manipulação e duas indústrias farmacêuticas. Oito médicos estão na fila de espera para prestar serviços para a startup.
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A monetização acontece por meio da cobrança de assinatura dos pacientes – parte desse valor é repassado para os médicos (que ganham por avaliação) e para as farmácias (a partir de uma tabela negociada com a startup).
O mercado nacional já está sendo explorado por startups como Manual – empresa inglesa que desde 2020 atendeu mais de 35 mil homens no Brasil –, The Men’s – investida pela Eurofarma – e Omens. Fora do país, o principal case é a norte-americana Hims and Hers, fundada em 2017 e com capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).
A healthtech dos EUA é a principal inspiração de Ribeiro. Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ele nunca quis clinicar ou atuar como cirurgião: o sonho era ser diretor de hospital. Antes da Eles, Ribeiro fundou a Prost Saúde, de contabilidade para médicos, quando estava no segundo ano da faculdade. Depois de quatro anos na liderança, a startup foi vendida.
Foi no período pós-exit que ele decidiu olhar para as healthtechs de sucesso nos Estados Unidos e conheceu o modelo da Hims and Hers. Enquanto formulava a startup, foi contatado por Mauad pelo LinkedIn. Filho de cirurgião plástico, ele havia desenvolvido a Proself, plataforma para o pós-vendas da clínica do pai, focado em assinatura de receitas e recebimento do medicamento em casa para pacientes de transplante capilar.
Os fundadores da Eles: Fernando Pesado, Abrahão Fecury, Felipe Ribeiro e Guilherme Mauad
Divulgação
“A Proself tinha mais de mil clientes recorrentes, R$ 1 milhão de receita recorrente anual (ARR), mas não conseguia fazer uma plataforma robusta e se comunicar apropriadamente. Ele enxergou o nosso potencial e, depois de algumas conversas, decidimos fundir as operações”, comenta Ribeiro.
Os sócios jogaram quase todo o desenvolvimento tecnológico da empresa fora e focaram na construção de uma nova plataforma. Apesar de chegar oficialmente ao mercado com a bagagem de clientes da Proself, a Eles quer acelerar a aquisição de usuários e vai investir em mídia paga – cerca de R$ 200 mil por mês.
“Nosso modelo depende 100% de mídia paga [para atração de clientes]. 50% da receita da Hims and Hers vai para essa frente, todo o motor de aquisição é desta forma e não faremos diferente”, pontua. A startup também vai expandir para mais categorias, como exames laboratoriais, monitoramento de biomarcadores e saúde preventiva personalizada.
Desde a fundação, em 2024, a Eles captou cerca de R$ 1 milhão com familiares, amigos e empreendedores que apostaram no negócio, e chegou a um valuation em torno de US$ 7 milhões (R$ 36 milhões). No conselho da empresa estão nomes como Vitor Asseituno, cofundador da Sami; Rodrigo Grossi, cofundador da Nilo; e Eduardo Cordioli, diretor técnico do Grupo Santa Joana.
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O lançamento de um serviço para mulheres, o Elas, está previsto para o período entre os meses de maio e junho. A plataforma terá atendimento para queda de cabelo, emagrecimento, saúde mental, perimenopausa, menopausa e tratamentos anticoncepcionais. A startup estima chegar a um ARR entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões até o fim do ano.
A expansão para outros países também está nos planos. Ribeiro cita os latino-americanos Colômbia, México e Chile, mas não descarta a entrada em mercados mais distantes, como Índia. “Não vemos o menor sentido em focar apenas no Brasil, queremos expandir o mais rápido possível. Nosso modelo é expansível, não temos que construir nada físico, apenas nos adaptar a cultura e regulamentações locais”, conclui.
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