14 dicas para driblar a falta de espaço e decorar um quarto de casal pequeno

Se decorar o quarto de casal já é um desafio, um quarto de casal pequeno torna a missão ainda mais trabalhosa. Para dar certo, é necessário manter a funcionalidade para duas pessoas e, ao mesmo tempo, incorporar a essência de cada morador. A satisfação em dobro pode ser um desafio, mas com um pouco de planejamento — especialmente para a metragem reduzida — é possível transformar o este ambiente em um santuário de conforto e personalidade.
Em espaços reduzidos, a prioridade é a circulação e a funcionalidade, portanto, cada peça que entrar no quarto deve ser bem pensada para o funcionamento do ambiente no dia a dia.
A seguir, a Casa Vogue elencou 14 dicas para driblar a falta de espaço e decorar um quarto de casal pequeno. Confira:
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
1. Nem tudo vai entrar no quarto
Desenhado pelo escritório Studio Volarque, o quarto investe em uma paleta neutra e minimalismo nas paredes
Bia Nauiack/Divulgação
Cama king size, duas mesas laterais, cômoda, cabeceira, poltronas e painel de TV. Apesar de existirem alguns itens que parecem indispensáveis, em quartos pequenos, ainda mais aqueles compartilhados, é necessário definir uma lista de prioridades que, a depender do espaço disponível, poderão ser complementadas posteriormente.
"Em espaços pequenos, menos funciona melhor. Um grande erro é escolher os móveis separados, sem pensar no conjunto e nas proporções", diz a arquiteta Natália de Souza, do escritório ResiliArt Arquitetura.
2. Defina o tamanho da cama
Assinado pela arquiteta Duda Senna, o quarto tem cama com roupa de cama colorida, que traz um toque de personalidade
Gisele Rampazzo
Antes de escolher a decoração do quarto e o mobiliário, é necessário definir o tamanho da cama que é, sem dúvidas, a peça mais importante do cômodo. "A regra é garantir, no mínimo, entre 55 e 60 centímetros de circulação em cada lateral da cama, considerando que os dois lados serão utilizados", explica a arquiteta Duda Senna.
A partir disso, é possível definir o melhor tamanho para a cama: de casal, queen ou king. Ademais, é importante que a cama não seja muito alta, visto que, em um quarto pequeno, ela ocupa uma posição central e, quando fica muito alta, acaba tomando visualmente muito espaço. Portanto, opte por um modelo de, no máximo, 55 centímetros de altura. Após a escolha, é o momento de otimizar o restante do mobiliário.
3. Invista em móveis planejados
Assinado pelo escritório ResiliArt Arquitetura, este quarto prioriza o mobiliário essencial, apostando em marcenaria planejada para a cabeceira e as mesas laterais
Kelly Queiroz/Divulgação
Apesar de mais custosos, os móveis planejados são a melhor pedida já que aproveitam bem cada centímetro do ambiente. Contudo, é necessário atentar-se às medidas que, se forem inadequadas, podem acabar atrapalhando a circulação e o funcionamento do cômodo.
"Em ambientes pequenos, a marcenaria planejada faz ainda mais diferença, pois você consegue aproveitar espaços que um móvel pronto dificilmente aproveitaria. Dá pra trabalhar até o teto, criar nichos, armários mais rasos, cabeceira integrada e mesas laterais suspensas. Tudo é pensado exatamente para aquele espaço e para a necessidade do cliente", diz Natália.
4. O mobiliário multifuncional é chave
Além dos móveis planejados, as opções multifuncionais também são uma ótima forma de otimizar espaço, como as bases da cama com espaço de armazenamento integrado ou cabeceiras com nichos embutidos. Estes, além de otimizar o espaço, garantem uma organização eficiente, além de tornar a rotina mais dinâmica.
"Uma cômoda embaixo da televisão, por exemplo, pode funcionar como apoio para a TV e também como espaço de armazenamento para roupas de cama, sapatos e outros itens que não precisam ser acessados com tanta frequência", complementa Duda.
Revistas Newsletter
5. Atenção à profundidade dos armários
Segundo Duda, os armários profundos também podem prejudicar quartos pequenos, causando sensação de claustrofobia. "A profundidade desses armários não deve ultrapassar 45 centímetros, sendo ideal trabalhar com algo entre 35 e 40 centímetros", pontua a profissional.
6. Evite o excesso de itens expostos
Assinado pela arquiteta Juliana Miranda, o quarto tem paleta acinzentada e aposta no minimalista em itens decorativos
Renan Soares/Divulgação
É fácil se deixar levar pela escolha de itens decorativos no quarto, afinal, queremos que um pedacinho de nós mesmos esteja sempre representado. Mas, em ambientes com metragem reduzida, o excesso pode deixar o ambiente visualmente reduzido, além de comprometer a funcionalidade. Por isso, evite o excesso de elementos expostos, como muitas prateleiras abertas.
7. Aproveite o espaço vertical do quarto
Desenhado pelo escritório Rodra, este quarto com 25m² aproveita a parede da cama para integrar prateleiras com itens decorativos
Maura Mello/Divulgação
Aproveitar o espaço vertical é uma maneira simples de otimizar o espaço no quarto de casal pequeno. A altura do cômodo pode ser usada, por exemplo, com marcenaria, tomando cuidado para não cair no exagero e cobrir todas as superfícies. Os armários podem ocupar o espaço vertical, inclusive acima das mesas de cabeceira e sobre a cama, mas precisam ter pouca profundidade para não preencher demais o espaço sobre a cabeça dos moradores.
8. Aposte em uma paleta clara e neutra
Desenhado pela arquiteta Juliana Faria, o quarto usa uma paleta neutra no décor, complementada por uma roupa de cama colorida
Julia Novoa/Divulgação
Para que o quarto ganhe uma sensação de amplitude, as cores neutras e claras são a melhor aposta. Porém, mais importante do que simplesmente escolher uma cor clara é criar uma unidade entre as paredes, o teto e a marcenaria. Quanto menos fragmentado for o ambiente visualmente, maior tende a ser essa sensação de amplitude.
Além das cores, revestimentos como madeira e pedras naturais criam uma sensação de calma e natureza.
"Mas, claro, não precisa significar tudo branco. Eu gosto muito de trabalhar bege, fendi, tons de cinza mais quentes, amadeirados claros e tecidos com textura. Já a personalidade pode entrar na cabeceira, roupa de cama, iluminação, objetos e uma parede diferente. Dá pra ter um quarto claro e ao mesmo tempo super sofisticado e aconchegante", acrescenta Natália.
Ademais, além de criar um efeito amplo no ambiente, as paletas neutras costumam agradar mais ambos os perfis.
Initial plugin text
9. Invista em espelhos
Os espelhos são uma maneira certeira de ampliar o ambiente visualmente, mas devem ser usados com cautela para não refletir áreas carregadas. A peça pode funcionar muito bem em portas de armários, laterais ou em algum ponto onde o elemento consiga refletir luz e uma parte charmosa e bem arrumada do ambiente.
10. Pense no aconchego
Desenhado pelo arquiteto Jorge Elmor, do Estúdio Elmor, este quarto parte de uma base acolhedora e contemporânea
Rodrigo Ramirez
Ao falar em quartos pequenos, é fácil se deixar levar pelas estratégias que ampliam o ambiente, mas nem sempre todas são indispensáveis. "Considero importante lembrar que um quarto pequeno pode ter uma sensação muito agradável de aconchego. Não é necessário fazer tudo para que ele pareça maior", relembra Duda.
11. Use a iluminação a seu favor
Projetado pelo MAAI Arquitetura, o quarto usa o planejamento da marcenaria é um dos principais recursos para aproveitar espaço sem comprometer o conforto. Neste projeto, a mesa de cabeceira foi desenhada em marcenaria sob medida, aproveitando melhor o espaço disponível
Divulgação
A iluminação é uma grande aliada no décor de qualquer ambiente, mas, no caso do quarto, é essencial para criar um efeito aconchegante e amplo. A iluminação contínua ajuda a proporcionar a sensação de unidade que buscamos com as cores. Quanto menos fragmentada for a iluminação, melhor.
Por isso, em vez de criar muitos pontos isolados de iluz, é interessante incorporá-las à marcenaria.
Em paralelo, busque por um projeto luminotécnico que traga aconchego durante o uso, por exemplo, uma pequena arandela pode contribuir para um clima agradável à noite.
12. Encontre pontos em comum
Assinado pelo arquiteto Brunno Costa, o ambiente recebe uma colcha azul- petróleo com acabamento matelassado, acompanhada por almofadas em azul e bege, que acrescentam textura e conforto à decoração
Estúdio360/Divulgação
Antes de escolher a cor da tinta ou o mobiliário, o diálogo é essencial para que ambos os moradores vejam um resultado que reflita suas necessidades e seus gostos pessoais. Assim, o arquiteto deve enteder a rotina do casal, avaliando usos, horários e armazenamento.
Depois, vem a definição dos móveis, como cama, cabeceira, armários e outros itens de uso diário, como televisão ou penteadeira. Em quartos de casal pequenos, é necessário que ambos renunciem a alguns itens dispensáveis.
Somente após essas definições será possível escolher o estilo decorativo e as tonalidades a serem usadas. Segundo os arquitetos, não é necessário que ambos gostem exatamente do mesmo estilo, mas vale encontrar um ponto de equilíbrio entre os moradores.
13. Aproveite a roupa de cama
Assinado pelo arquiteto Felipe Carolo, este quarto de paredes claras aproveita a roupa de cama para injetar personalidade à decoração
Ruy Teixeira/Divulgação
Integrar a personalidade em quartos pequenos e evitar que fiquem sobrecarregados não é tarefa simples. Por isso, usar a roupa de cama para injetar cor ou estampas à decoração é sempre uma boa ideia. Vale também abusar mantas ou almofadas decorativas que podem ser trocadas facilmente. Lembre-se, porém, que a cama deve funcionar como território neutro, enquanto as mesas de cabeceira podem ter elementos individuais, como fotos, livros e esculturas.
14. A cabeceira é um item de destaque
Desenhado pela arquiteta Caroline Andrusko, o quarto ganha personalidade por meio da cabeceira de madeira vazada
Fábio Jr Severo
Além da roupa de cama, a cabeceira também é o item perfeito para dar personalidade e textura ao ambiente. Em quartos naturais e minimalistas, cabeceiras de madeira podem parecer simples, mas incorporam calor ao ambiente ao mesmo tempo que criam um efeito natural e elegante.
Outra opção que incorpora delicadeza ao cômodo são as cabeceiras de palhinha ou com tramas naturais. Para um toque mais aconchegante e confortável, vale apostar em modelos com textura acolchoada que criam textura no cômodo.




COMENTÁRIOS