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Belo Horizonte,29/08/2026

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Setembro Amarelo

Terapeuta integrativa fala adoecimento psíquico e confere seis aconselhamentos para a melhora da saúde emocional

Dra. Jhenevieve Cruvinel/ Assessoria de Imprensa
Setembro Amarelo Divulgação internet
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Setembro Amarelo é o mês para falarmos sobre a questão do suicídio e das dificuldades psíquicas que hoje são um problema grave de saúde pública.

No Brasil, a prevalência de ansiedade segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é de cerca de 9,3% a 10% da população, média de 18 milhões de pessoas, a maior taxa do mundo para a doença. Cerca de 12,7% da população brasileira convive com a depressão, o país que apresenta a maior prevalência de depressão na América Latina.

Segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização mundial da Saúde (OMS), estima-se que a cada 40 segundos alguém se suicide no mundo, e a última pesquisa estima a média de 727.000 mortes por ano em todo o mundo.

Não existe um fator único que leve as pessoas a tirarem a própria vida. O que podemos observar pelos estudos é que ambientes familiares amorosos, acolhedores e que permitem desenvolver habilidades emocionais na infância, são fundamentais para o enfrentamento da vida adulta. 

De acordo com a terapeuta integrativa e mentora de vida saudável Jhenevieve Cruvinel, é importante a inserção ou o retorno a hábitos que nossos pais e avós tinham como o contato com a natureza, mais tempo de conexão com pessoas que amamos, a pausa das telas para uma conversa, estar presente e sentir novamente a vida através das coisas simples. 

Jhenevieve indica seis práticas para a melhora da saúde emocional que ela utiliza com seus pacientes e podem ajudar muito a coibir essa ideação: 

1- Caderno das Emoções: anotar e aprender a reconhecer seus próprios padrões de emoção, gatilhos emocionais e o mais importante que você não se é o que se sente, mas sim quem aprende com os sentimentos;  

2- Meditação: pratique qualquer técnica que se identifique. Reprogramações neurais gravadas e gratuitas baseadas na Yoga, PNL e Mindfulness; 

3- Hobbies: encontre atividades simples que goste de fazer, pode ser cantar, desenhar, cozinhar, coisas simples que possa fazer com frequência para si mesmo e que trazem alegria e bem-estar a sua vida;  

4- Ambientes de cura: busque estar com pessoas, conteúdos, encontros, frequente ambientes que te tragam bem-estar e pratique a sua espiritualidade. Isso é tão importante quanto o cuidado com o corpo, alimentação e o sono; 

5- Mentalidade: ressignifique o passado, vença as crenças limitantes, busque ajuda, a doença não te define, seja onde estiver, sempre é possível recomeçar não importa onde esteja; 

6- Rede de apoio: tenha alguém de confiança para recorrer em momentos difíceis, pode ser um amigo, familiar ou até seu terapeuta. Estar conectado é um dos maiores fatores de proteção emocional.

“Para quem vivência problemas emocionais é importante o cuidado multidisciplinar e o acompanhamento por bons profissionais. A saúde emocional é cultivada no cotidiano, comece por estas pequenas práticas diárias. Não há manual para a viver, mas há sim bases sólidas que podem alicerçar a vida para que tenhamos os recursos necessários para vivê-la, sempre há saída, procure ajuda”, aconselha Jhenevieve. 

Adoecimento Psíquico

A autopercepção adoecida e a falta de recursos de gerenciamento emocional e de comunicação são fatores de grande impacto para o adoecimento psíquico. Ainda que a solução não seja linear ou simples, uma vez que cada indivíduo vivencia sua jornada dentro de própria perspectiva e realidade emocional é preciso um trabalho familiar, social e politico para que possamos reduzir esse número de perdas. 

Por isso, há uma grande importância de se falar sobre este tema sem tabus, da busca de pais e jovens pelo estudo do autoconhecimento, do desenvolvimento emocional e do incentivo para que ao menor sinal de sofrimento psicoemocional o individuo busque ajuda médica e terapêutica.  

“As doenças psicoemocionais precisam de tratamento como qualquer outra comorbidade, bons profissionais podem auxiliar no enfrentamento da tristeza que persiste, da ansiedade, insônia, mudanças bruscas de humor, dificuldades nas relações, antes que isso se torne pesado demais de suportar”, comenta. 

De acordo com ela, muitas dores profundas são resultado de traumas e lutos não vividos, e uma dor não deve ser o ponto final de uma vida e sim o início de uma jornada de crescimento e construção. 

“A ideação suicida não começa do nada, é o grito de socorro mais alto quando todos os outros chamados foram ignorados. Portanto, perceber quando algum alicerce está adoecido, quando há perda de contentamento nas coisas que davam prazer, quando o cansaço já não vai embora e deu lugar a irritação, a insônia, apatia e solidão”, adverte.

Para a terapeuta, o abandono do autocuidado, das relações, do corpo e da conexão espiritual, leva embora pessoas que dedicaram a vida ao cuidado da família e esqueceram de si, ou até jovens que crescem e se deparam com a realidade da vida e sem bases para o enfrentamento das frustações naturais desistem. 

“Um alerta fundamental: não é possível manejar a depressão ou outras questões de saúde mental sem a ajuda profissional multidisciplinar, neste quesito os familiares também podem auxiliar a pessoa a pedir ajuda, podem apoiá-la nessa jornada até que ela encontre forças para percorrê-la de maneira mais autônoma”, finaliza a mentora. 

Dra. Jhenevieve Cruvinel

Mentora em saúde integral, nutricionista clínica e holística e terapeuta integrativa com doutorado e diversas especializações. Trabalha unindo ciência, espiritualidade e práticas de autoconhecimento para ajudar pessoas a reconectarem mente, corpo e alma.





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