Dezenas de peixes aparecem mortos em rio de Campos do Jordão; suspeita é de contaminação

Trutas aparecem mortas em rio de Campos do Jordão, SP
Cerca de 30 trutas foram encontradas mortas no rio Sapucaí-Guaçu, em Campos do Jordão (SP), e a Prefeitura informou que investiga o que provocou a morte dos peixes. A principal suspeita é de que tenha havido contaminação da água.
Os peixes foram encontrados na região do bairro Lagoinha. Já próximo ao Horto Florestal, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente identificaram uma substância esbranquiçada na água, nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sabesp.
Segundo a Prefeitura, a suspeita é de que as trutas tenham passado pelo trecho onde a substância foi encontrada e morrido alguns quilômetros adiante.
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Cerca de 30 trutas aparecem mortas em rio de Campos do Jordão; suspeita é de contaminação
Divulgação/Prefeitura de Campos do Jordão
Ainda segundo o Executivo, como a truta costuma nadar contra a correnteza, os peixes podem ter passado pelo local onde a substância foi identificada e morrido mais adiante, na região da Lagoinha. Outra hipótese investigada é que a baixa vazão do rio tenha reduzido a oxigenação da água.
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi acionada e enviou equipes para vistoriar o local. A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e a Unidade Regional de Saneamento Básico do Sudeste (URAE-1) também acompanham o caso.
Segundo a Prefeitura, foi solicitado à Sabesp que suspendesse temporariamente o lançamento de efluentes no rio. Ainda de acordo com a administração, após a interrupção, a água voltou ao aspecto normal, mas o monitoramento da área continua. A Secretaria de Meio Ambiente informou ainda que vai solicitar à companhia os registros do tratamento de esgoto.
O que diz a Sabesp
Em nota, a Sabesp informou que a estação elevatória de esgoto da Vila Mantiqueira apresentou instabilidade operacional nos dias 28 e 29 de julho, mas que o sistema foi normalizado na quinta-feira (30).
A companhia afirmou que uma análise preliminar indica que a substância esbranquiçada encontrada no rio não tem relação com o esgoto tratado e que a hipótese é de um lançamento clandestino de produto químico.
A Sabesp informou ainda que acompanha o caso e presta apoio aos órgãos responsáveis pela investigação.
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