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Belo Horizonte,26/07/2026

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Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista

g1.globo.com
Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista


Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista
Nosso Campo/TV TEM
Lar de espécies como onça-pintada, bugio e tamanduá, o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), abriga 33.845 hectares de Mata Atlântica preservada, a maior do interior paulista.
Criada em 1941 para a conservação da floresta, a reserva é um verdadeiro santuário ecológico. Ériqui Inazaqui, gestor do parque, fala sobre a importância do bom estado de conservação do bioma para a fauna e a flora. Como exemplo, pode-se citar o mico-leão-preto, espécie dada como extinta na década de 1970 e redescoberta no Morro do Diabo.
A reserva possui a maior população do primata livre na natureza, com uma média de 1,2 mil indivíduos.
Mico-leão-preto é uma espécie dada como extinta na década de 1970 e que foi redescoberta no Morro do Diabo
Nosso Campo/TV TEM
Além da preservação, o parque é um grande polo ecoturístico no oeste paulista. As atrações diversas, como o ponto mais alto da região (uma torre de observação de 12 metros de altura), o montanhismo, as trilhas e as rotas de ciclismo, atraem mensalmente 2 mil visitantes.
Entre os visitantes, está Leonardo Nascimento Soares, professor de Geografia em uma escola de Presidente Epitácio (SP). Ele explica o valor do contato entre os alunos e o bioma ameaçado de extinção para estudos sobre conscientização e conservação ambiental.
Com um nome fora do convencional, o morro carrega diversas histórias sobre sua origem. A monitora ambiental Gabrielle Vilhena conta um pouco sobre três dessas lendas:
Devido às suas extremidades salientes, o morro formava o rosto do diabo quando visto de longe;
Após massacrar uma aldeia indígena, um grupo de bandeirantes foi morto e pendurado no topo do morro por caçadores, para não amaldiçoar a terra. Quando um segundo grupo os avistou no topo, sem ninguém por perto, concluiu que havia sido "obra do diabo";
Quando Teodoro Fernando Sampaio mapeou o Rio Paranapanema, em 1886, passou por uma correnteza nomeada "correnteza do diabo". Ao avistar o morro próximo do local, nomeou-o com o mesmo nome da correnteza.
De terça a domingo, a entrada no parque é gratuita e deve ser feita mediante agendamento via internet. Para o passeio pela trilha do Morro do Diabo, é necessária a compra de ingresso, com reserva on-line. A programação de férias vai até quarta-feira (29).
Veja a reportagem exibida no programa em 26/07/2026:
Parque Estadual abriga maior remanescente de Mata Atlântica do interior paulista
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