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Belo Horizonte,21/07/2026

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Cacau reage na Bolsa de Nova York após forte queda da semana passada

cnnbrasil.com.br
Cacau reage na Bolsa de Nova York após forte queda da semana passada
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Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão desta terça-feira (21) em alta na Bolsa de Nova York, após um movimento de recuperação técnica impulsionado pela cobertura de posições vendidas. O contrato com vencimento para setembro avançou 1,58% e fechou cotado a US$ 5.607 por tonelada.


Apesar da valorização no dia, o mercado segue próximo das mínimas registradas na última semana, refletindo a cautela dos investidores em relação ao consumo global de chocolate.


Na quinta-feira passada, as cotações do cacau chegaram ao menor nível em duas semanas após a divulgação de dados mais fracos de processamento na Europa. Segundo a ECA (Associação Europeia do Cacau), a moagem de cacau no continente somou 316.366 toneladas no segundo trimestre, volume 4,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava queda de 1,5%, e representa o menor nível para um segundo trimestre em seis anos.


O desempenho da moagem é acompanhado de perto pelo mercado por ser um importante indicador da demanda por cacau. Os números reforçaram as preocupações com um consumo mais fraco, limitando uma recuperação mais consistente dos preços, mesmo diante da alta registrada nesta terça-feira.




Açúcar


Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em alta, com o vencimento para outubro avançou 0,40%, fechando cotado a 14,88 centavos de dólar por libra-peso.


O mercado foi sustentado pela forte valorização do petróleo, que elevou a atratividade da produção de etanol. O contrato do petróleo WTI subiu mais de 2% e atingiu o maior patamar em cinco semanas, fortalecendo a expectativa de que usinas possam destinar uma parcela maior da cana para a fabricação de biocombustível em detrimento do açúcar. Esse movimento tende a reduzir a oferta global da commodity e dar suporte às cotações.


Apesar da recuperação desta terça-feira, o mercado ainda repercute as perdas registradas na semana passada. Na quinta-feira, os preços do açúcar caíram ao menor nível em três semanas após a melhora das condições climáticas na Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity.


De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o déficit acumulado das chuvas de monção no país até 20 de julho era de 23% em relação à média histórica. O resultado representa uma melhora significativa frente ao déficit de 42% registrado no fim de junho, reduzindo as preocupações com a safra de cana-de-açúcar e aumentando as perspectivas de oferta no mercado global.


Café



No caso do café arábica, o contrato encerrou a sessão em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 0,75%, fechando cotado a US$ 3,22 por libra-peso.


Após iniciarem o dia em alta, as cotações perderam força ao longo da sessão diante da revisão das previsões climáticas para as principais regiões produtoras do Brasil. De acordo com a Barchart, os modelos meteorológicos passaram a indicar ausência de chuvas ao longo desta semana, cenário que favorece o avanço da colheita e amplia a expectativa de maior oferta da commodity no curto prazo.


Além das condições climáticas, o mercado também acompanha o aumento dos estoques de café robusta, fator que contribui para pressionar as cotações. Na segunda-feira, os estoques da variedade atingiram o maior nível em cerca de três meses e três semanas, reforçando a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional.


Algodão



Os contratos futuros encerraram a sessão  em alta e o vencimento para dezembro avançou 1,90%, fechando cotado a 80,42 centavos de dólar por libra-peso.


As cotações foram sustentadas pelos dados mais recentes do relatório Crop Progress, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontaram boas condições para a safra norte-americana.


Segundo o levantamento, 73% das lavouras de algodão estavam na fase de formação de maçãs até o último domingo, desempenho 1 ponto percentual acima da média histórica. Além disso, 32% das áreas já haviam alcançado a fase de abertura das cápsulas, em linha com a média dos últimos cinco anos.


O USDA também informou melhora na qualidade das lavouras. A parcela classificada como boa ou excelente subiu para 45%, avanço de 1 ponto percentual em relação à semana anterior. Já o índice Brugler500, utilizado para acompanhar a condição das plantações, avançou de 331 para 332 pontos. Entre os principais estados produtores, a nota do Texas recuou dois pontos, enquanto a Geórgia permaneceu estável


Suco de Laranja 


O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,44% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,43 por libra-peso.


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