Agenda RIC amplia programação cultural gratuita em Belo Horizonte durante as férias
Agenda RIC amplia programação cultural gratuita em Belo Horizonte durante as férias
MARIA VICTORIA MOREIRA MORENO
A programação cultural das férias ganha ainda mais opções em Belo Horizonte com a Agenda RIC, que reúne, ao longo de julho, dezenas de atividades gratuitas em centros culturais, teatros, museus, centros de referência e no Cine Santa Tereza. Integrando o Programa Rede de Identidades Culturais (RIC), iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, a Agenda RIC tem como tema em 2026 “Horizontes do Samba”, reforçando o reconhecimento do samba como Patrimônio Cultural Imaterial da capital e promovendo uma programação que articula música, cultura popular, memória, formação artística, exposições, cinema e atividades educativas.
A programação completa está disponível no Portal Belo Horizonte, onde também pode ser acessado o conteúdo digital Personalidades Negras – Horizontes Imortais, que neste mês homenageia Tia Rosa (Rosângela Alves de Oliveira), uma das grandes referências do Carnaval belo-horizontino.
Nos centros culturais, a programação ganha força ao longo do mês com atrações que reúnem música, cultura popular, teatro e atividades de férias. Entre os destaques estão o Sons da Geração II, no Centro Cultural Lindéia Regina, em 11 de julho, das 17h às 22h, e o Samba da Regina, no mesmo espaço, em 18 de julho, das 18h às 22h, ambos celebrando a tradição do samba. No Centro Cultural Usina da Cultura, o evento "A Coisa Tá Linda, a Coisa Tá Preta! – Edição Live" movimenta o espaço em 25 de julho, das 15h às 22h, reunindo diferentes expressões da cultura negra. Durante o período de férias escolares, a programação também contempla atividades voltadas ao público infantil, com a Oficina de Brincar, aos sábados, no Centro Cultural Salgado Filho, e o Férias no CCP, no Centro Cultural Pampulha, nos dias 21, 23, 29 e 31 de julho, sempre das 14h30 às 17h. A agenda inclui ainda espetáculos como “Grandes Roubadas”, no Centro Cultural Vila Fátima, em 25 de julho, às 15h.
Nos teatros, o projeto Férias nos Teatros reúne atrações voltadas ao público infantil e familiar no sábado, 25 de julho. O Teatro Francisco Nunes recebe a Brincada do Boi Brilho do Horizonte, às 12h; o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi, no Teatro Raul Belém Machado, apresenta Como a Noite Apareceu, da Cia Ventana de Teatro, às 16h; e o Teatro Marília recebe o espetáculo O Dia em que as Crianças Enganaram a Morte, também às 16h. A programação do projeto Férias no Teatro é realizado pela PBH, em parceria com o Instituto Odeon, dentro do Circuito Municipal de Cultura.
Nos museus, julho oferece opções que articulam memória, patrimônio e cultura popular. O Museu Histórico Abílio Barreto mantém em cartaz as exposições Belo Horizonte: fora dos planos e Travessias do Arraial Curral del Rei, abertas de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h. O Museu da Moda (MUMO) segue com a exposição Clara Nunes – Eu Sou a Tal Mineira, que mergulha nos aspectos marcantes da trajetória da icônica cantora, explorando a relação única da artista com a moda. A mostra pode ser visitada de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h. A programação destes dois museus é realizada em parceria com o Viaduto das Artes. Já o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado apresenta a exposição Jogo da Liberdade – A Capoeira em Belo Horizonte, Anos 60, 70 e 80, além de visitas mediadas, oficinas, ensaios abertos e atividades ligadas à capoeira e aos saberes tradicionais.
No cinema, o Cine Santa Tereza destaca duas sessões especiais ao longo do mês: o lançamento do audiovisual Corpo Preto Surdo: Percursos de Criação e Memória, no dia 8 de julho, às 19h, e a sessão comentada de Nimuendajú, em 21 de julho, também às 19h, ampliando o diálogo entre audiovisual, memória e diversidade cultural.
Personalidades Negras | Tia Rosa
O conteúdo Personalidades Negras – Horizontes Imortais homenageia, em julho, Tia Rosa (Rosângela Alves de Oliveira), carnavalesca, mestre de alas e importante liderança comunitária que marcou a história do Carnaval de Belo Horizonte. Herdeira da tradição de Dona Cazuza, destacou-se como disseminadora da cultura popular e das tradições afro-brasileiras, dedicando sua trajetória às escolas de samba Monte Castelo, Canto da Alvorada, Cidade Jardim, Unidos Guarani e, especialmente, à Mocidade Independente Bem-Te-Vi. Sua atuação contribuiu para preservar e fortalecer o patrimônio cultural imaterial da cidade, tornando-se símbolo da força, da generosidade e da resistência das mulheres negras na cultura belo-horizontina. O conteúdo completo está disponível no Portal da PBH.
Programa Rede de Identidades Culturais
A Agenda RIC integra o Programa Rede de Identidades Culturais (RIC), política permanente da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura voltada à promoção da igualdade racial e ao fortalecimento das culturas de matrizes africanas em Belo Horizonte. A iniciativa foi criada em 2023, a partir das celebrações dos 20 anos da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História da África e das culturas africana e afro-brasileira na educação básica, e dos 15 anos da Lei 11.645/2008, que incluiu a temática indígena no currículo. Em 2026, o programa tem como tema o samba, reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade, destacando sua relevância histórica e sua presença nos territórios culturais da capital.





COMENTÁRIOS