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Belo Horizonte,25/06/2026

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“Preocupação é o futebol”, diz técnico do Egito sobre “Jogo do Orgulho”

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“Preocupação é o futebol”, diz técnico do Egito sobre “Jogo do Orgulho”
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O Egito está focado no futebol em meio às reclamações de sua federação e do Irã sobre a decisão dos organizadores locais de designar a partida como o “Jogo do Orgulho” de Seattle, afirmou o técnico Hossam Hassan nesta quinta-feira (25).


O vencedor da partida de sexta-feira poderá assumir a liderança do Grupo G, dependendo do resultado entre Bélgica e Nova Zelândia, mas a preparação para o confronto tem sido dominada pela polêmica envolvendo o fato de dois países onde a homossexualidade é criminalizada terem sido sorteados para disputar essa partida.


Egito e Irã manifestaram objeções após o sorteio realizado em dezembro. Ainda assim, a Fifa, que afirma que o que acontece fora do estádio é responsabilidade das cidades sede, confirmou que os torcedores poderão levar bandeiras do arco-íris para a partida da Copa do Mundo.


O técnico egípcio Hossam Hassan não respondeu diretamente quando foi questionado sobre as celebrações do Orgulho em Seattle coincidirem com o jogo, afirmando apenas que todos estavam concentrados no futebol.


“A Fifa está, obviamente, cuidando da parte organizacional”, disse Hassan aos jornalistas. “Nós temos a Federação Egípcia de Futebol, que é responsável por tratar e administrar essas questões.


“Nossa preocupação é com o futebol dentro de campo. Respeitamos, mais uma vez, o respeito e o jogo limpo (fair play) como regras que todos devem seguir, bem como quaisquer diretrizes estabelecidas pela Fifa”.




Hassan elogia “nova versão” de Salah


Hassan também evitou comentar as declarações do técnico iraniano Amir Ghalenoei, que afirmou que as restrições de viagem — posteriormente flexibilizadas — fizeram do Irã “a equipe mais oprimida” do torneio.


“Cada seleção nacional tem o direito de participar do torneio e merece tratamento igualitário. A Fifa faz um enorme esforço para oferecer a todos as mesmas oportunidades, garantindo respeito e fair play”, afirmou Hassan.


As esperanças dos torcedores egípcios, como de costume, estão depositadas principalmente em seu capitão e principal estrela, Mohamed Salah, que foi decisivo na primeira vitória dos Faraós sobre a Nova Zelândia em uma Copa do Mundo, atuando em uma função mais centralizada, relativamente nova para ele.


Salah está a apenas um gol de se tornar o maior artilheiro da história da seleção egípcia, empatando justamente com o próprio Hassan. Ainda assim, o treinador destacou a importância do elenco para a partida de sexta-feira, que classificou como “um confronto de altíssimo risco”.


“Não colocamos tudo nas costas de uma ou duas estrelas, apostando apenas que elas resolverão o jogo para nós”, disse Hassan.


O treinador acrescentou que a posição mais central de Salah proporciona ao atacante mais liberdade em campo.


“Acho que estamos vendo uma nova versão de Mo Salah neste momento. Ele joga em uma nova posição — com muita liberdade e de uma forma bastante criativa”, concluiu.


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