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Belo Horizonte,12/06/2026

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James Turrell: onde ver as obras mais importantes do artista que transforma luz em arte

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James Turrell: onde ver as obras mais importantes do artista que transforma luz em arte


“My work has no object, no image and no focus. What are you looking at?” A pergunta é de James Turrell — e não tem resposta simples. O que o californiano de 82 anos faz é retirar tudo o que normalmente justifica uma visita a um museu: telas, caminhos expositivos e marcações. O que sobra é luz, arquitetura e o ato de estar totalmente presente e de perceber. Turrell vive em Flagstaff, no Arizona, nos EUA, praticamente recluso, e é considerado um dos artistas mais radicais e influentes dos séculos XX e XXI — referência fundadora para toda uma geração que trabalha com imersão, percepção e experiência.
The hype is real
Em 2013, Turrell foi o primeiro artista da história a ter três retrospectivas simultâneas em museus de escala máxima — o Guggenheim em Nova York, o LACMA em Los Angeles e o Museum of Fine Arts em Houston —, atraindo o maior público de qualquer exposição naquele ano. Drake usou instalações inspiradas no trabalho de Turrell no clipe Hotline Bling, o que levou o artista a emitir uma declaração oficial dizendo que estava “lisonjeado em saber que Drake fucks with me” — mas que seu estúdio não havia sido envolvido na produção. Kendall Jenner pagou US$ 750 mil por uma escultura de luz adquirida na Frieze Los Angeles. Nada disso mudou a forma como ele trabalha. Uma comissão privada pode chegar a US$ 2 milhões. Seus admiradores, nas palavras do próprio artista, são “some very idiosyncratic if not totally eccentric people” — entre eles, Kanye West, Kim Kardashian, Donald Hess, Beyoncé e o casal Kofler, que trouxe Turrell para o Uruguai. O céu, para ele, é literalmente o material.
Arquiteto da luz, piloto, objetor de consciência, — quem é James Turrell
The Light Inside, no Museum of Fine Arts, em Houston
Houston Chronicle/Hearst Newspapers/Getty Images
Ele voou monges para fora do Tibete sob controle chinês, trabalhou com a NASA, restaurou aviões antigos para financiar sua arte e transformou um vulcão extinto no Arizona em um projeto mais ambicioso da história da arte contemporânea. A biografia do artista americano tem o sabor de uma vida inusitada. Nascido em Los Angeles em 1943, numa família quaker — que pratica o silêncio coletivo como forma de acesso ao que chamam de inner light, a luz interior. Conta que, aos cinco ou seis anos, perguntou à avó, numa reunião de silêncio, o que deveriam fazer. Ela respondeu: “Just wait, we’re going inside to greet the light.” Aos 16, tirou carteira de piloto: acumulou mais de 12.000 horas de voo ao longo da vida e tem o céu como tela. Objetor de consciência durante a Guerra do Vietnã, voou monges para fora do Tibete sob controle chinês. Estudou psicologia da percepção, matemática, geologia e astronomia. Trabalhou com a NASA ao lado de Edward Wortz, psicólogo que investigava os efeitos do espaço sideral sobre a visão humana. Por anos, restaurou aviões antigos para sustentar o que chamava de seu art habit (hábito artístico).
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Da Califórnia para o deserto do Arizona, de Naoshima à Dinamarca
James Turrell vem construindo, ao longo de mais de cinco décadas, uma obra que hoje ocupa vulcões, mosteiros, cemitérios, vinícolas, praias uruguaias e hotéis nos Alpes. Organizada em 22 tipologias distintas, cada uma explora um aspecto diferente da percepção: os famosos Skyspaces — câmaras arquitetônicas com abertura no teto que enquadram o céu e o transformam em obra, como Meeting (1980-86) no MoMA PS1 em Nova York e Open Sky (2004) no Chichu Art Museum em Naoshima; as Projection Pieces — projeções que criam formas geométricas de luz sólida no ar sem nenhum objeto físico, como Afrum-Proto (1966), sua primeira obra, onde um cubo de luz parece flutuar no canto de uma sala; os Ganzfelds — ambientes de imersão total em luz colorida que dissolvem completamente a percepção de profundidade e espaço, como Open Field (2000) no Chichu e Akhob (2013), dentro de uma loja da Louis Vuitton em Las Vegas; as Wedgeworks — planos de luz que parecem barreiras físicas sólidas em salas escuras, como as obras permanentes no Sprengel Museum em Hannover e na De Pont Foundation em Tilburg; as Perceptual Cells — esferas individuais fechadas onde o espectador entra sozinho para um show de luz que altera o estado perceptivo, como Light Reignfall (2011) no LACMA; e o Roden Crater — o projeto de uma vida, um vulcão extinto no Arizona vem sendo transformado por dentro em um observatório astronômico a olho nu desde o início dos anos 1970. Ele tem obras espalhadas por 29 países, em mais de 70 coleções internacionais sempre com a pergunta que atravessa tudo — what are you looking at?
Onde ver suas 20 principais instalações
As Seen Below – The Dome, no ARoS Aarhus Art Museum (Aarhus, Dinamarca)
As Seen Below – The Dome, no ARoS
Reprodução/ARoS
O maior Skyspace já construído por Turrell para uma instituição pública: 16 metros de altura e 40 metros de diâmetro, com uma câmara subterrânea e uma abertura central que enquadra o céu. Os visitantes chegam por um corredor subterrâneo iluminado antes de entrar na cúpula, onde a luz calibrada de Turrell lava as superfícies internas e modula a percepção do céu. A obra ancora a nova expansão subterrânea do ARoS, chamada The Next Level, projetada pelo estúdio dinamarquês Schmidt Hammer Lassen Architects. O espaço abre em 19 de junho de 2026, na data exata do solstício de verão.
Roden Crater, no Painted Desert (Arizona, EUA)
Roden Crater, localizado na região do Painted Desert, no norte do Arizona
The Washington Post/Getty Images
Turrell descobriu o vulcão que dá nome à obra em 1974 durante sobrevoos pelo sudoeste americano em busca de um cone vulcânico extinto, isolado de qualquer poluição luminosa. Após sete meses de investigação, o artista comprou o terreno em 1977 e trabalha nele há quase cinco décadas. O projeto prevê 27 espaços e túneis escavados no interior do vulcão — câmaras, aberturas e corredores — concebidos como um observatório a olho nu, no qual será possível contemplar tanto o céu noturno quanto a geologia da Terra — apenas seis espaços foram concluídos até agora. Considerada sua obra-prima, ela permanece fechada ao público, sem data de abertura, e é mantida pela Skystone Foundation no coração do Painted Desert, a 60 quilômetros a nordeste de Flagstaff.
Chichu Art Museum (Ilha de Naoshima, Japão)
Ganzfeld Open Field, no Chichu Art Museum, no Japão
Reprodução/Benesse Art Site Naoshima
O museu abriga três obras permanentes de Turrell: a projection piece Afrum – Pale Blue (1968), o Ganzfeld Open Field (2000) e o Skyspace Open Sky (2004). Projetado por Tadao Ando e completamente enterrado na ilha, o Chichu Art Museum recebe apenas luz natural, sem janelas convencionais. A ilha, no Mar Interior de Seto, fica a duas horas de Osaka de barco e tornou-se um dos destinos de arte contemporânea mais procurados do planeta nas últimas duas décadas. A tríade de obras está entre os motivos centrais dessa peregrinação, que também inclui Backside of the Moon, no Art House Project — um conjunto de casas tradicionais convertidas em espaços de arte.
Within Without, na National Gallery of Australia (Camberra, Austrália)
Within Without, na National Gallery of Australia
Wikimedia Commons
Uma pirâmide de base quadrada com paredes internas em ocre vermelho e uma estupa de basalto vitoriano no centro, destacada por uma água turquesa. A câmara de observação dentro da estupa é uma cúpula aberta ao céu, com um moonstone incrustado no centro do piso, que ecoa a abertura acima. A obra atinge seu ponto mais dramático no amanhecer e no entardecer, marcando a transição entre a noite e o dia. É a obra mais visitada da National Gallery of Australia.
Skyspace, na Villa Panza (Varese, Itália)
Skyspace, obra ambiental de James Turrell, na Villa Panza
REDA/Getty Images
Entre 1974 e 1975, Turrell criou dois cortes na arquitetura da villa do Conde Giuseppe Panza di Biumo, em Varese — um deles, uma abertura retangular diretamente para o céu. Panza descreveu o efeito: “O céu ficou azul pálido e perdeu sua profundidade, parecendo de novo uma superfície pintada com uma cor clara — algo sólido, pronto para sair da moldura.” Foi o primeiro Skyspace que Turrell construiu — ponto de origem de toda a série que, meio século depois, ultrapassa 100 obras no mundo.
Meeting, no MoMA PS1 (Long Island City, Nova York, EUA)
James Turrell, Meeting, 1980-86/2016
Reprodução/MoMA
Foi o segundo Skyspace que Turrell construiu e o primeiro nos Estados Unidos — tornando-se o protótipo para as inúmeras obras que viria a criar nas décadas seguintes. Originalmente encomendada em 1976 pela fundadora do PS1, Alanna Heiss, para a exposição inaugural do museu, a obra só foi realizada em 1980, e Turrell continuou a fazer modificações até 1986. Em 2016, após uma renovação que incluiu um programa de iluminação multicolorida sincronizado com o nascer e o pôr do sol, o trabalho foi incluído na coleção do Museum of Modern Art.
Aten Reign, no Solomon R. Guggenheim Museum (Nova York, EUA)
Aten Reign, no Guggenheim Museum, em Nova York
Reprodução/Guggenheim Museum
Para Aten Reign — cujo nome remete ao deus egípcio do sol —, Turrell transformou a obra icônica de Frank Lloyd Wright em uma de suas instalações de luz: a maior que já montou. A luz natural entra pela claraboia do museu e encontra um dispositivo eletrônico-óptico suspenso do teto, com cinco anéis elípticos de luz em LED que ecoam o padrão das rampas da estrutura. Vista apenas de baixo, ela se revela como um volume composto por cinco camadas de espaços elípticos, envoltos por uma paleta cromática em constante e sutil transformação. Não está em exibição permanente, mas é a obra mais citada no contexto institucional e a que mais projetou seu trabalho para o grande público.
James Turrell Museum, em Colomé (Salta, Argentina)
James Turrell Museum, em Colomé, na Argentina
Reprodução/Tripadvisor
O único museu do mundo dedicado exclusivamente à obra fica dentro da vinícola Colomé, em Molinos, a 4h30 de carro de Salta — a cidade mais próxima. Quem enfrenta o trajeto encontra nove salas de obras de luz, incluindo Unseen Blue, o maior Skyspace do mundo. Inaugurado em 22 de abril de 2009 por iniciativa do colecionador suíço Donald M. Hess, dono da Bodega Colomé e de um dos maiores conjuntos privados de obras do artista. A 2.300 metros de altitude, a qualidade da luz andina — seca, nítida, de horizonte aberto — confere às obras uma intensidade que não se repete em altitudes mais baixas.
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Ta Khut, na Posada Ayana (Maldonado, Uruguai)
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O primeiro Skyspace independente da América do Sul, realizado em estreita colaboração com a Häusler Contemporary. O projeto foi encomendado pelo casal austríaco Edda e Robert Kofler, donos da Posada Ayana — depois que Robert descobriu uma instalação numa encosta de esqui em Lech, na Áustria, e decidiu que precisava de uma na praia. O projeto começou durante a pandemia, via Zoom, e terminou com a ida do artista ao Uruguai, onde cuidou pessoalmente da instalação das luzes e da escolha das tonalidades. A cúpula branca foi construída com 42 toneladas de pequenos tijolos de mármore, presa sobre uma pirâmide de quatro lados parcialmente enterrada no terreno gramado, a poucos metros da praia Mansa. Ta Khut significa “a luz” em egípcio antigo. Turrell pede que a experiência dure 45 minutos, que não seja fotografada e que o número de pessoas seja limitado — tudo para garantir um estado contemplativo.
Skyspace (Oberlech, Áustria)
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Nos Alpes austríacos, a 1.780 metros de altitude, foi instalado um Skyspace na encosta da montanha de Oberlech, próximo a Lech. Aberto ao público em 2018, o acesso se dá por um túnel de 15 metros que leva a uma câmara oval com abertura no teto. É a obra que o colecionador Robert Kofler viu ao esquiar em Lech — e que o levou a encomendar Ta Khut a José Ignacio.
House of Light (Tokamachi, Niigata, Japão)
Vista de fora da House of Light, de James Turrell
Wikimedia Commons
Esta não é apenas uma instalação de luz, mas uma casa completa com obras site-specific, incluindo um Skyspace. Turrell projetou o espaço com materiais tradicionais japoneses — tatami e shoji — e é possível reservar a casa para pernoite, individualmente ou em grupo. Criada originalmente para a Echigo-Tsumari Art Triennale em 2000, a casa fica em Tokamachi, a cerca de duas horas de trem de Tóquio. O teto se abre para enquadrar o céu e, ao amanhecer e entardecer, a iluminação interna muda, intensificando as cores que entram pela abertura.
Encounter, no Jardín Botánico de Culiacán (Culiacán, México)
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Encounter foi o primeiro Skyspace público da América Latina. O observatório tem forma elíptica — os visitantes entram por uma abertura estreita em uma cúpula gramada e, dentro, uma abertura no topo enquadra o céu enquanto a iluminação ao redor intensifica os efeitos cromáticos do amanhecer e do entardecer. O Jardín Botánico Culiacán tem 10 hectares no centro da cidade, no estado de Sinaloa, e mantém uma das coleções de arte contemporânea a céu aberto mais consistentes do México — cada obra é produzida especificamente para o jardim e curada por Patrick Charpenel.
Second Wind, na Fundación NMAC (Vejer de la Frontera, Cádiz, Espanha)
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Second Wind (2005) é uma obra arquitetônica subterrânea em forma de pirâmide truncada, acessada por um túnel. No interior, uma estupa de pedra rodeada por uma piscina, com um passadiço que leva até uma sala com abertura circular no teto para o céu. Foi a primeira obra permanente de Turrell na Espanha e a maior estrutura executada na Europa até então. A Fundación NMAC fica na Dehesa de Montenmedio, uma propriedade rural de 30 hectares a poucos quilômetros de Vejer de la Frontera — uma das cidades mais bem preservadas da Andaluzia, a uma hora de Sevilha.
Twilight Epiphany, na Rice University (Houston, Texas, EUA)
Twilight Epiphany, na Rice University
Houston Chronicle/Hearst Newspapers/Getty Images
O Skyspace de 2012 é o 73º no mundo e o primeiro projetado com engenharia acústica para apresentações ao vivo. A estrutura piramidal de concreto, grama, pedra e aço acomoda 120 pessoas em dois níveis, com sequências de LED que percorrem o teto ao amanhecer e ao entardecer. Fica no Suzanne Deal Booth Centennial Pavilion, no campus da Rice University, no coração de Houston.
Piz Uter, no Hotel Castell (Zuoz, Suíça)
Piz Uter, no Hotel Castell
Florian Holzherr/Cortesia do Hotel Castell/Copyright James Turrell
A obra de 2005 situa-se em Zuoz, perto de St. Moritz, nos Alpes suíços, com vista para o Vale Engadine. A estrutura de pedra é uma das experiências mais meditativas do portfólio do artista. O Hotel Castell, fica a 1.716 metros de altitude, pertence ao artista Ruedi Bechtler e tem os galeristas Iwan e Manuela Wirth como sócios — além de manter uma das coleções privadas mais interessantes da região.
Double Vision, no Ekebergparken (Oslo, Noruega)
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A entrada para o Skyspace fica sob um lago artificial — um túnel banhado por cores em transformação lenta leva até a câmara principal. O Ekebergparken é um parque de esculturas situado numa colina histórica, com vista direta para o fiorde de Oslo. Turrell instalou duas obras no antigo reservatório do parque: Double Vision e The Color Beneath, ambas de 2013.
Deer Shelter Skyspace, no Yorkshire Sculpture Park (West Bretton, Inglaterra)
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A obra de 2006 transformou um abrigo de cervos do século XVIII, feito com tijolos vermelhos, em uma câmara escavada com abertura no teto para o céu. Fica no Yorkshire Sculpture Park, uma propriedade histórica de 500 acres, o parque de esculturas ao ar livre mais visitado do Reino Unido.
Gathered Sky, no The Temple Hotel (Pequim, China)
Gathered Sky, no The Temple Hotel, na China
Cortesia do artista
O Skyspace foi instalado em um complexo de templos budistas com 600 anos de história, que hoje funciona como hotel boutique, restaurante e galeria no centro histórico de Pequim. Os visitantes são recebidos ao entardecer para acompanhar a mudança da luz natural em diálogo com a iluminação artificial da sala.
Live Oak Friends Meeting House (Houston, Texas, EUA)
Live Oak Friends Meeting House, em Houston
Houston Chronicle/Hearst Newspapers/Getty Images
Live Oak Friends Meeting House consiste em uma obra arquitetônica com Skyspace integrado a uma casa de reuniões Quaker em Houston. A tradição quaker de sentar em silêncio coletivo à espera da luz — a mesma que formou Turrell desde criança — está inscrita no próprio endereço da obra, que funciona como um espaço de culto.
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Museum SAN, no Oak Valley (Wonju, Coreia do Sul)
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Projetado por Tadao Ando em meio a florestas de pinheiro, a cerca de 90 minutos ao sul de Seul, o museu concentra cinco instalações permanentes: um Skyspace e três peças de luz independentes. A arquitetura de concreto enterrada na encosta da montanha dialoga diretamente com a lógica de trabalhar com o que não se vê.




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