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Belo Horizonte,11/06/2026

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Beyond the Bytes aposta em agentes de IA e projeta economia de R$ 20 milhões para clientes em 2026

revistapegn.globo.com
Beyond the Bytes aposta em agentes de IA e projeta economia de R$ 20 milhões para clientes em 2026


A Beyond the Bytes, consultoria de tecnologia sediada em Pinheiros, São Paulo, consolidou um novo modelo de aceleração de negócios baseado em inteligência artificial e projeta reduzir R$ 20 milhões em custos operacionais de sua carteira de clientes até o fim de 2026. A proposta combina o desenvolvimento de agentes autônomos de IA para automatizar processos com um formato comercial pouco usual no mercado: a remuneração da consultoria é integralmente atrelada à performance e à redução real de despesas alcançadas pelos clientes, sem qualquer aporte inicial.
O desenho comercial inverte a lógica tradicional de contratação de projetos de tecnologia. Em vez de cobrar pelo desenvolvimento ou pela locação de horas, a Beyond the Bytes assume o risco da operação e só é remunerada na proporção da economia gerada. Na prática, o ganho da consultoria fica condicionado ao ganho do cliente, em um arranjo de incentivos alinhados que a empresa chama de aceleração de negócios com IA.
"No final das contas, o faturamento importa pouco. O que importa é quanto fica no bolso do empreendedor", afirma Luca Dillenburg, CEO e um dos fundadores da Beyond the Bytes. "Por isso construímos um modelo em que só ganhamos se o cliente ganhar. Se a economia não acontece, não há cobrança."
Na frente técnica, a estratégia passa pela criação de agentes de IA dedicados à automação de fluxos operacionais complexos. O objetivo é retirar das equipes as tarefas repetitivas e de baixo valor agregado, liberando os times para atividades estratégicas e elevando, por consequência, a margem de lucro do negócio. A consultoria trata a automação como um meio para reorganizar operações inteiras, e não como uma ferramenta pontual.
A tese parte de uma leitura sobre o novo momento da economia digital. Para a empresa, o cenário atual favorece organizações enxutas, que entregam muito valor com estruturas reduzidas e, justamente por isso, operam com margens mais altas. A eficiência, nessa visão, deixou de ser um diferencial e passou a ser condição de sobrevivência.
A companhia faz, porém, uma distinção que considera central: adotar IA da forma correta não significa distribuir uma ferramenta de assistente virtual para cada funcionário. Significa automatizar e transformar times inteiros, redesenhando processos de ponta a ponta com agentes capazes de executar fluxos completos.
"Estamos em uma nova era de digitalização das empresas, e quem não evoluir vai afundar. Mas evoluir do jeito certo não é contratar uma ferramenta de IA para cada colaborador", diz Dillenburg. "É repensar o fluxo inteiro, automatizar o que é operacional e deixar as pessoas focadas no que realmente move o negócio."
O público prioritário da Beyond the Bytes são Empresas do middle market com estruturas administrativas densas e alta dependência de processos operacionais manuais. É nesse terreno, segundo a consultoria, que os agentes de IA encontram o maior espaço para gerar economia rápida e mensurável.
A projeção de R$ 20 milhões em redução de custos até dezembro de 2026 considera o conjunto de clientes atendidos sob o novo modelo. A meta, descrita pela empresa como agressiva, porém tangível, funciona também como termômetro da própria tese: como a remuneração depende da economia entregue, o número reflete diretamente a expectativa de resultado da consultoria.
O movimento ocorre em um momento de aceleração da adoção de IA no mercado corporativo brasileiro, em que muitas companhias ainda buscam transformar a experimentação em ganho concreto. Para a Beyond the Bytes, a diferença competitiva nos próximos anos estará menos no acesso à tecnologia e mais na capacidade de reorganizar operações em torno dela.
Fundada como software house e parceira de tecnologia de empresas e instituições de referência, entre elas Universidade de São Paulo, Institut Pasteur, CM Capital e a Feira Superpet, a Beyond the Bytes atua com um processo de inovação de ponta a ponta dividido em três etapas, Discover, Deliver e Grow, que vai da concepção da solução à evolução contínua do produto. O portfólio inclui plataformas web, aplicativos, design de produto, integrações e soluções de inteligência artificial.
"O jogo hoje é eficiência. Empresas pequenas e bem desenhadas entregam um valor enorme e sustentam margens que antes pareciam impossíveis", avalia o CEO. "Nosso papel é levar essa lógica para dentro de negócios tradicionais, sem pedir que eles invistam para descobrir se funciona."
Para os próximos meses, a Beyond the Bytes pretende ampliar a carteira de clientes sob o modelo de remuneração por performance e seguir acompanhando, caso a caso, a economia gerada, indicador que a empresa considera a tradução mais honesta do impacto da inteligência artificial sobre os resultados de um negócio.




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