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Belo Horizonte,29/05/2026

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Pax capta seed de R$ 200 milhões; Vammo garante R$ 75 milhões para expandir: os destaques da semana

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Pax capta seed de R$ 200 milhões; Vammo garante R$ 75 milhões para expandir: os destaques da semana


A semana contou com anúncios de aportes relevantes, como a rodada seed de R$ 200 milhões captada pela Pax, que atua na segurança pública, e os R$ 75 milhões em dívida que a Vammo garantiu para financiar novas motocicletas.
Os últimos dias também foram marcados por desdobramentos das investigações da Receita Federal contra fintechs, na segunda fase da Operação Carbono Oculto, e de novos capítulos da guerra do delivery, com o governo anunciando sanções contra iFood e Keeta por falta de transparência.
Nesta edição da newsletter, você também lê sobre o mapeamento de agtechs lançado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e a Universidade de São Paulo (USP).
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Boa leitura!
Aportes
Pax. A startup de inteligência artificial para forças de segurança captou uma rodada seed de US$ 40 milhões (aproximadamente R$ 200 milhões) liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark. A empresa desenvolveu uma plataforma que conecta câmeras, registros policiais e bases criminais em um sistema unificado de inteligência. De acordo com a startup, as forças de segurança que utilizam a plataforma esclareceram mais de 2 mil casos criminais em mais de 30 cidades brasileiras ao longo do último ano.
Vammo. A startup de mobilidade anunciou a captação em dívida de R$ 75 milhões. A movimentação, liderada pela EXT Capital, tem possibilidade de ampliação da linha de crédito para R$ 170 milhões até o fim do ano. O novo aporte permitirá ampliar a infraestrutura e acelerar a meta de triplicar sua frota em São Paulo. Fundada em 2022, a Vammo opera um modelo de assinatura de motos elétricas para entregadores e motoboys, com trocas ilimitadas de bateria e manutenção inclusa. Atualmente, a empresa possui mais de 7 mil motos e 600 pontos de troca de baterias na capital paulista.
Trinio. A startup de soluções para varejistas que operam em múltiplos canais de vendas levantou uma rodada seed de R$ 32 milhões liderada pela Hi Ventures, com participação de Activant, Caravela, Latitud e Gilgamesh, para financiar sua expansão internacional para mercados como México e Colômbia, e o avanço de sua tecnologia de inteligência artificial voltada ao comércio digital. Atualmente, a Trinio atende mais de 50 clientes, incluindo Vivara, Osklen, Reserva, Asics, Casa & Video, Usaflex e Michael Kors.
The Small Market. Fundada pelos brasileiros Lucas Ceschin e Rodolpho Damasco, a startup iniciou as operações nos Estados Unidos em março, com um modelo de minimercados autônomos em condomínios residenciais. A empresa levantou um investimento inicial de mais de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões), com investidores-anjo. A startup começou a operar em Miami com minimercados voltados a edifícios com mais de 150 unidades, utilizando tecnologia proprietária para pagamentos automatizados, inteligência artificial para curadoria de produtos e precificação dinâmica. A empresa planeja abrir mais nove unidades até o fim de 2026, consolidar a operação em Miami e se tornar a principal marca do segmento nos Estados Unidos.
Guerra do delivery
A Keeta intensificou sua ofensiva no Brasil ao criar uma iniciativa para ajudar restaurantes a deixarem contratos de exclusividade firmados com concorrentes como iFood e 99Food. A iniciativa surge em meio a investigações do Cade sobre contratos de exclusividade no setor e a disputas judiciais envolvendo acusações de concorrência desleal e espionagem empresarial.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a Keeta ofereceu um “apoio à parceria estratégica” que prevê o pagamento de R$ 2,75 milhões a um comerciante como “incentivo de quebra de exclusividade”. A proposta seria para trazer o estabelecimento para a plataforma a partir do encerramento dos contratos de exclusividade com a concorrência.
Segundo nota da empresa, o objetivo é fomentar um mercado “aberto e competitivo”, permitindo que estabelecimentos diversifiquem canais de venda, além de ampliar oportunidades para entregadores e consumidores. A companhia sustenta que poderá solicitar o reembolso do valor antecipado ao restaurante caso ele encerre o contrato “sem justa causa” ou não cumpra um prazo previamente acordado. A Keeta frisa, porém, que não impõe cláusulas de exclusividade que impeça o estabelecimento de atuar com outras plataformas.
Transparência
O Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), anunciou nesta quarta-feira (27/5) a aplicação de sanções às plataformas de delivery iFood e Keeta por descumprimento da Portaria nº 61/2026, que exige detalhamento da composição das tarifas cobradas nos aplicativos. O prazo de adequação se encerrou em 24 de abril. Agora, as empresas têm 20 dias para apresentar defesa e, caso o descumprimento seja confirmado, poderão receber multas de até R$ 14 milhões com base no Código de Defesa do Consumidor.
A norma determina que os aplicativos informem de forma clara o valor total pago pelo consumidor, a quantia retida pela plataforma, o valor destinado ao entregador e a parcela direcionada ao estabelecimento comercial.
Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o iFood não apresentou as informações solicitadas durante a fase preliminar nem comprovou a implementação do quadro-resumo exigido, além de haver indícios de possível indução do consumidor ao erro sobre “taxas de entrega” e “taxas de serviço”. Já a Keeta teria disponibilizado informações sem individualizar os valores destinados a cada parte da operação, enquanto a alegação de “segredo de negócio” foi rejeitada pelo órgão. Outras empresas do setor também estão sob investigação e podem responder a processos semelhantes.
Saiba mais na reportagem publicada no site de PEGN.
Fintechs na mira
A segunda fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Fluxo Oculto, voltou a colocar fintechs no centro das investigações sobre lavagem de dinheiro e crime organizado no Brasil. Deflagrada nesta quinta-feira (28/5), a ação reúne Ministério Público de São Paulo e Receita Federal para apurar um esquema bilionário que teria usado instituições de pagamento e fundos de investimento para movimentar recursos provenientes de fraudes tributárias e adulteração de combustíveis.
Segundo as investigações, fintechs sediadas principalmente na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, funcionavam como “dutos financeiros”, concentrando movimentações de dezenas de postos de combustíveis em contas únicas para dificultar o rastreamento por órgãos como Banco Central e Coaf.
Entre as fintechs citadas estão Ceopag, Sispay, Yaw, America Payment e Smart Solutions Group, além da gestora Ello Asset. Parte delas possui licença do Banco Central ainda “pendente de validação”, segundo registros públicos do órgão.
Panorama das agtechs
A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) lançou nesta semana um mapeamento focado em agtechs, realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O estudo apontou que, da base de 170 startups cadastradas, a maior parte está concentrada no Sudeste (52,9%), seguida pelo Sul (25,9%) e Norte (8,8%), enquanto Centro-Oeste (6,5%) e Nordeste (5,9%) têm menor participação. São Paulo lidera entre os estados com mais agtechs, concentrando 38,8% das startups, seguido por Rio Grande do Sul e Minas Gerais, ambos com 12,4%.
Em relação ao estágio de maturidade, predominam startups em validação (32,9%), tração (26,4%) e operação (25%), enquanto 10% já estão em escala e 5,7% ainda estão na fase de ideação. Os modelos de negócio mais comuns são Software as a Service (SaaS), com 39,2%, venda direta (24,7%), Hardware as a Service (HaaS), com 10,2%, clube de assinatura (7,2%) e taxa sobre transações (5,4%).
O levantamento também mostra que 50,6% das agtechs atuam no modelo B2B, enquanto 35,9% operam em B2B2C e 12,9% focam diretamente no consumidor final (B2C). Sobre captação de recursos, 52,4% afirmaram não ter recebido investimentos, enquanto 47,6% já captaram recursos de alguma fonte financiadora.
Nova casa
O Google inaugurou em São Paulo seu novo Centro de Engenharia, que também abrigará o novo Google Campus, hub voltado a startups de inteligência artificial. O espaço, instalado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), começará a operar em julho e terá foco em deep techs, soluções agênticas e martechs. A nova estrutura substitui o antigo prédio, na região da Avenida Paulista, e terá capacidade para receber até 120 pessoas por semana em modelo rotativo, promovendo conexões entre empreendedores, grandes empresas e academia.
O novo complexo também contará com dois centros inéditos na América Latina – o Google Safety Engineering Center (GSEC), voltado a soluções de segurança, e o Accessibility Discovery Center (ADC), focado em acessibilidade –, além de um café aberto ao público. O Centro de Engenharia foi instalado por meio de uma parceria entre o Google, o IPT e o Governo de São Paulo. Segundo o Google, o espaço busca fortalecer o desenvolvimento de tecnologias com potencial global e ampliar a formação de talentos no país.
M&A
goLiza. A fintech focada em esteiras de cadastro e formalização para o setor financeiro foi adquirida pela Laqus, depositária central especializada em infraestrutura para o mercado de capitais. O acordo prevê a compra de 100% da companhia com pagamento em dinheiro e troca de ações, sem divulgação de valores. Este é o segundo movimento de M&A da Laqus em 2025, após a compra da Estar Finance em fevereiro. Com a tecnologia da goLiza, a empresa passa a incorporar também as etapas de onboarding e cadastro de participantes, ampliando sua atuação ao longo de toda a jornada operacional, com foco em eficiência, segurança, rastreabilidade e gestão integrada de riscos e compliance.
Web Summit Rio
A quarta edição do Web Summit Rio acontece entre os dias 8 e 11 de junho, no RioCentro, e PEGN estará presente para fazer a cobertura do evento, que tem a expectativa de reunir mais de 30 mil participantes e uma programação dividida em 14 trilhas de conteúdo, abordando temas como inteligência artificial, fintech, SaaS e economia criativa.
Desde sua estreia no Brasil, em 2023, o evento cresceu de 21 mil para 34 mil participantes e já garantiu permanência no Rio de Janeiro até 2030, com projeção de gerar R$ 1,8 bilhão em impacto econômico para a cidade ao longo das oito edições previstas. A conferência contará com nomes como Diego Barreto (iFood), Fábio Coelho (Google Brasil) e Tyler Li (BYD Brasil), além de reunir milhares de startups em busca de networking, clientes e investidores. Em 2024, o evento recebeu 1.397 startups, e a brasileira DigAí venceu a competição PITCH com sua solução de agentes de IA conversacionais.
A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.
Oportunidades
Early stage. O Programa Centelha 3 avança na expansão nacional com novos editais em Alagoas e Minas Gerais. A iniciativa, promovida por Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), já lançou chamadas em mais de 20 unidades federativas e concluiu etapas de seleção em estados como Amapá, Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul, somando mais de 4,9 mil inscrições. Os projetos se concentram em áreas como inteligência artificial, biotecnologia, impacto socioambiental e internet das coisas, com destaque para segmentos de agronegócio, saúde, educação e bioeconomia. Além de subvenção econômica, o programa oferece capacitações e bolsas de fomento tecnológico do CNPq, com até R$ 50 mil por projeto. Inscrições para Alagoas devem ser feitas por este link e para Minas Gerais por este.
Predição. Estão abertas as inscrições para o PIP 2026, programa da IMMA Inteligência Antecipatória voltado a preditechs, startups que têm previsão, projeção e antecipação como núcleo do negócio. A iniciativa selecionará até 20 startups da América Latina para uma jornada de 26 semanas com mentorias, workshops, diagnóstico técnico e conexão com investidores, corporações e redes internacionais de foresight. O programa terá uma trilha geral e outra dedicada ao agronegócio, focada em soluções preditivas para clima, produtividade, sanidade animal, logística rural e gestão de insumos. As inscrições vão até 11 de junho de 2026 pelo site.
Curtas
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