Skaf: Fim da escala 6×1 afeta competitividade do país
O presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, afirmou nesta terça-feira (26) que o fim da escala 6×1 afeta a competitividade das empresas no Brasil.
Em entrevista coletiva à jornalistas em Brasília, ainda relatou que faltou diálogo com o governo e a Câmara dos Deputados sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição), e criticou a tramitação acelerada do texto.
“Na Câmara dos Deputados, faltou diálogo. A celeridade e a forma açodada como o projeto foi tratado, que foi apresentado pelo relator, fizeram com que os setores não fossem ouvidos. Não é assim que se discute um tema de interesse do país, que mexe com as pessoas, empresas e a competitividade”, afirmou Skaf.
O presidente da Fiesp ainda disse que o país está perdendo empresas para o Paraguai, onde a carga de trabalho segue sendo 48 horas semanais, e que, segundo ele, cerca de 500 empresas já teriam se transferido para o país vizinho.
“Na China, eles têm na lei 48 horas também, e uma média de 34 horas, e estão querendo subir para maximizar a carga horária porque veem um problema de competitividade”, relatou.
Para Skaf, o assunto da redução da jornada de trabalho no Brasil foi tratado como bandeira eleitoral na Câmara dos Deputados.
“Assim como no caso da ‘taxa das blusinhas’, o próprio governo que impôs essa taxa, acabou de retirá-la”.
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