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Belo Horizonte,26/05/2026

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“Não vamos desistir da Lua novamente ”, diz chefe da Nasa sobre base lunar

cnnbrasil.com.br
“Não vamos desistir da Lua novamente ”, diz chefe da Nasa sobre base lunar

Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) divulgou, nesta terça-feira (26), seu planejamento para a construção da sua base lunar. As primeiras missões estão previstas para acontecer ainda este ano. 


Durante a coletiva de imprensa, o administrador da agência, Jared Isaacman explicou que eles devem enviar três missões para Lua em 2026. 


“Não vamos desistir da Lua novamente ”, afirmou o norte-americano.




A Nasa espera que o homem pise novamente na Lua na missão Artemis IV, que está estipulada para acontecer até 2030. No entanto, para que isso aconteça, é necessária uma série de testes e missões anteriores. 


De acordo com a doutora da Nasa, Lori Glaze, a base lunar da Nasa será a casa das tripulações da Artemis.


Ela ajudará a abranger longas estadias no espaço e possibilitar, no futuro, a chegada em Marte.


A previsão é que os primeiros passos para a construção da base sejam já no outono de 2026 do hemisfério norte, ou seja, entre setembro e dezembro deste ano. 


As três primeiras missões


“Moon Base 1”, primeira missão, tem como objetivo demonstrar e entender as capacidades críticas para reduzir o risco para o sistema de pouso humano. 


Em seguida, a “Moon Base 2” pretende amadurecer as capacidades necessárias para apoiar futuros veículos de trens lunares, logísticas, operações autônomas, e especialmente a mobilidade de astronautas LTV. 


Os planos são que ainda neste ano também seja lançada a “Moon Base 3” para expandir o conhecimento científico da superfície lunar. O principal objetivo dela é o vértice lunar, que estudará os redemoinhos lunares – um dos mais intrigantes mistérios da lua.  


Segundo a Nasa, descobrir porque ele existe, pode ajudar a entender como ambiente lunar evolui, como a superfície muda com o tempo e como futuras infraestruturas vão performar neste ambiente crítico. 


Essa terceira missão terá financiamento da ESA e da Korean Space Agency, demonstrando que o futuro da exploração lunar é um esforço internacional.


















Relembre a Artemis II


A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 – horário de Brasília.


Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.


Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.


No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.


O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.


Artemis II: Veja momento da saída de astronautas da Orion


Próxima missão: Artemis III


Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.


A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.


Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.


Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.




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