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Belo Horizonte,15/05/2026

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A feira que colocou Goiás no radar do mercado de arte brasileiro acaba de crescer ainda mais

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A feira que colocou Goiás no radar do mercado de arte brasileiro acaba de crescer ainda mais


O mapa da arte contemporânea brasileira está em transformação — e Goiânia preenche um lugar cada vez mais central nesse movimento. Em sua oitava edição, a FARGO – Feira de Arte Goiás 2026 praticamente dobra de tamanho e reafirma o Centro-Oeste como um dos territórios mais pulsantes da produção artística nacional. Entre os dias 13 e 17 de maio, o evento ocupa as instalações do Museu de Arte Contemporânea de Goiás, espaços expositivos do Centro Cultural Oscar Niemeyer e, pela primeira vez, também as galerias Galeria D.J. Oliveira e Galeria Cleber Gouvêa.
A expansão é significativa: o número de estandes passa de 30 para 50, reunindo mais de 1.500 obras e dezenas de artistas em uma programação que articula mercado, pensamento crítico, design, gastronomia e experiências culturais. O crescimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio sistema da arte brasileira, historicamente concentrado entre Rio de Janeiro e São Paulo, mas que agora começa a olhar com mais atenção para outras regiões do país.
Nesta edição, o Cerrado surge como eixo conceitual da feira. Mais do que referência estética, o bioma inspira o pensamento curatorial e a identidade visual do evento a partir de ideias de resistência, regeneração e diversidade. O resultado é uma feira profundamente conectada ao território onde nasce, sem abrir mão de um diálogo nacional.
Em sua maior edição, a FARGO reúne mais de 1.500 obras, programação multidisciplinar e galerias de dentro e fora do Centro-Oeste
Emília Moraes
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“Ao longo de suas edições, a FARGO vem se firmando como uma plataforma de articulação capaz de ativar toda uma cadeia produtiva”, afirma Wanessa Cruz, diretora da feira e sócia da Casa Arte Plena. Segundo ela, a presença crescente de galeristas, colecionadores e agentes culturais na cidade semanas antes da abertura evidencia um movimento que ultrapassa os dias da feira e fortalece relações de longo prazo entre artistas, instituições e mercado.
Obras do artista Renato Reno
Emília Moraes
Mais do que ampliar sua estrutura física, a FARGO evidencia um reposicionamento estratégico do Centro-Oeste no circuito brasileiro. Em 2025, o evento recebeu cerca de 20 mil visitantes, sendo aproximadamente 30% vindos de outros estados. Para este ano, a expectativa é superar a marca de 30 mil pessoas.
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Esse crescimento também impacta diretamente a economia criativa local. “Goiânia passa a ser percebida não apenas como um ponto de passagem, mas como destino estratégico para quem busca descobrir novos artistas, diversificar investimentos e acompanhar a produção contemporânea brasileira a partir de outros territórios”, explica Sandro Tôrres, curador da feira e coordenador geral de projetos da Casa Arte Plena.
A programação deste ano reúne cerca de 50 espaços entre galerias, projetos independentes, instituições e iniciativas autorais
Emília Moraes
A arquitetura da experiência acompanha essa nova escala. A expografia e a cenografia da edição foram desenhadas para estimular encontros mais imersivos entre público e obra. “Nosso trabalho busca criar atmosferas que conectem profundamente as pessoas à arte. Ver um público cada vez maior e mais engajado vivenciando esses espaços é extremamente gratificante”, comenta Anna Carolina Cruz, responsável pela arquitetura de experiência da feira.
Apesar da expansão e da crescente relevância comercial, a FARGO mantém como eixo central o fortalecimento da produção regional. Um dos pilares do evento é a exigência de que todas as galerias participantes — inclusive as de outros estados — apresentem artistas goianos ou do Centro-Oeste em seus estandes, valorizando a cena local e ampliando sua circulação nacional.
A programação deste ano reúne cerca de 50 espaços entre galerias, projetos independentes, instituições e iniciativas autorais. Além das exposições, o público encontrará lançamentos de livros, visitas guiadas, premiações, debates, música, experiências gastronômicas e uma agenda intensa de encontros com artistas e curadores. A edição também marca a volta do Prêmio Estímulo, que selecionou dez artistas via edital.
Entre as galerias confirmadas estão nomes como Luciana Brito Galeria, Galeria Marília Razuk, Luciana Caravello, Referência Galeria de Arte, além de uma forte presença de espaços do Centro-Oeste, como Casa Arte Plena, Ateliê Vila Boa, OCA GOYAZ e RENKA.




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