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Belo Horizonte,03/05/2026

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Família indígena do AC luta pela vida de criança de 1 ano que tem cardiopatia e passou por cirurgia

g1.globo.com
Família indígena do AC luta pela vida de criança de 1 ano que tem cardiopatia e passou por cirurgia


Família indígena com bebê cardiopata denuncia falta de assistência médica no AC
A família de Auliano Olavo da Silva Jaminawa, de pouco mais de 1 ano, que nasceu com uma cardiopatia congênita em Assis Brasil, interior do Acre, luta pela vida da criança, que precisa utilizar uma cânula de traqueostomia e sonda. Ele chegou a fazer parte do tratamento em casa e voltou a ser internado nessa sexta-feira (1º).
Conforme a mãe, Leda Barbosa Olavo Jaminawa, de 42 anos, o filho passou praticamente toda a vida em hospitais. Devido à gravidade do caso, Auliano chegou a fazer uma cirurgia cardiovascular em dezembro do ano passado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
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"Logo após o parto lá em Assis Brasil, eu já fiquei direto internada com ele, fizeram todos os exames e me falaram que ele tinha um problema no coração, imediatamente fui transferida para Rio Branco, e como piorou, viajamos para São Paulo. Meu bebê luta pela vida desde que nasceu", disse.
Ao g1, Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) afirmou em nota que o paciente passou por uma avaliação da equipe multiprofissional para receber alta e a família foi orientada sobre como cuidar e fazer demais manuseios dos equipamentos hospitalares. (Confira mais abaixo)
Leda Barbosa Olavo Jaminawa disse que o filho passou praticamente toda a vida em hospitais
Arquivo pessoal
Após retornar ao Acre, o bebê foi transferido do Hospital da Criança para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), onde seguiu internado e teve alta hospitalar há três semanas. Contudo, devido à febre constante, Leda procurou atendimento médico na sexta na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito.
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Ainda segundo a mãe, após a alta eles passaram a enfrentar problemas para manter o tratamento em casa, incluindo a falta de reposição de oxigênio e de insumos para alimentação por sonda. “Ele não pode ficar sem oxigênio. A gente ligou pedindo ajuda, mas não atenderam. Tive que chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para levar ele de volta”, relatou.
Dificuldade
A família chegou a passar pela Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), porém, devido à desentendimentos, optou por sair do local. Após a saída, eles alugaram uma casa no bairro da Base, onde vive com três dos sete filhos.
Segundo ela, é o salário do marido, Alidão Barbosa da Silva Jaminawa, agente de proteção etnoambiental, que tem sustentado a família na capital. O esposo dela chegou a vir à capital para ajudar nos cuidados do bebê, contudo, precisou voltar para o trabalho em Assis Brasil.
Além do dinheiro do marido, Leda conta com o auxílio do Programa Bolsa Família recebido por dois dos sete filhos, contudo, a situação financeira é complicada devido ao estado de saúde delicado do bebê e as incertezas quanto a saúde debilitada da criança.
“Está muito difícil passar por isso aqui sozinha. Meu filho doente, aluguel e remédio, foi por isso que pedi que ele [marido] viesse da aldeia com meus filhos para ajudar a cuidar do bebê", disse.
Nota da Sesacre
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa que o paciente citado recebeu atendimento integral no âmbito da rede estadual, permanecendo internado no Hospital da Criança enquanto houve indicação clínica para cuidados hospitalares.
Após evolução satisfatória do quadro e mediante avaliação da equipe multiprofissional, foi realizado o processo de desospitalização, com alta segura e todas as orientações necessárias à família quanto aos cuidados contínuos, incluindo manejo de traqueostomia e suporte domiciliar.
A Sesacre esclarece que, conforme os fluxos estabelecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes com indicação de continuidade do cuidado em domicílio passam a ser acompanhados pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), por meio da equipe multiprofissional (EMAD), vinculada à gestão municipal de saúde, responsável pelo acompanhamento clínico, visitas periódicas e fornecimento de insumos necessários ao tratamento.
Ressalta ainda que, em situações de vulnerabilidade social, o cuidado ao paciente ocorre de forma integrada entre os entes federativos e a rede de assistência social, visando assegurar o suporte adequado à família.
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