Após divórcio, ele criou solução para mau cheiro do apartamento e transformou em negócio de R$ 265 milhões

Em 2017, Scott Dancy enfrentava um divórcio e morava sozinho em Buffalo, Nova Iorque. A rotina doméstica, no entanto, trouxe um problema inesperado: sua máquina de lavar quebrou e a água parada deixou um odor "horrível" no apartamento. A solução veio de um amigo, que sugeriu o uso de óleo de melaleuca (tea tree), conhecido por propriedades antibacterianas. O resultado foi imediato e despertou o faro comercial de Dancy. "Eliminou os odores. Pensei: isso é incrível! Como vamos comercializar isso?", disse o empreendedor ao site da revista Entrepreneur.
A ideia demorou dois anos para sair do papel, mas em 2019 ele lançou oficialmente a Azuna. O diferencial da marca era não apenas mascarar o cheiro com perfumes, mas atacar a origem do problema — mofo e bactérias. No início, o negócio era operado de forma quase solitária. Dancy cuidava do marketing, respondia clientes e levava pessoalmente os pacotes aos correios.
A virada de chave aconteceu durante a pandemia. Em abril de 2020, a empresa faturava US$ 12 mil (R$ 60 mil). Apenas um mês depois, com as pessoas confinadas em casa e mais atentas à limpeza e ao bem-estar, as vendas saltaram para US$ 105 mil (R$ 525 mil). Segundo informações da Entrepreneur, Dancy chegou a atingir US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) em vendas praticamente sozinho antes de contratar o primeiro funcionário.
O crescimento seguiu em ritmo acelerado. No ano passado, a Azuna registrou US$ 53 milhões (R$ 265 milhões) em vendas. Para 2026, a projeção é ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões (R$ 500 milhões). Atualmente, a equipe conta com 50 colaboradores e os produtos, além de estarem no e-commerce e na Amazon, começaram a chegar às prateleiras de redes de supermercados nos Estados Unidos.
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Apesar do sucesso, o fundador admite que a velocidade da expansão trouxe desafios operacionais. "Eu não sou uma pessoa da área de operações, sou empreendedor", afirma. Segundo Dancy, o crescimento exigiu profissionalizar a logística e o estoque, que antes eram pensados semana a semana e agora precisam de planejamento para quase um ano de antecedência.
O plano agora é atrair investimento institucional para fortalecer a presença no varejo físico e, futuramente, vender a operação. "Meu objetivo este ano é provavelmente receber um investimento institucional pela primeira vez", revela. Dancy estima que a venda da Azuna ocorra em cerca de 18 meses, período em que ele projeta faturar US$ 20 milhões (R$ 100 milhões) por mês.
Para quem deseja empreender, o fundador da Azuna sugere dedicação total. Embora o "trabalho paralelo" seja comum, ele acredita que o foco integral faz diferença. "Seja razoavelmente otimista e extremamente apaixonado. Faça algo em que possa aceitar o potencial de perda, mas mantendo o foco no ganho", aconselha.
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