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Belo Horizonte,01/05/2026

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Como Burle Marx pensava o paisagismo? Exposição em SP traz respostas

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Como Burle Marx pensava o paisagismo? Exposição em SP traz respostas


Roberto Burle Marx não cabe na ideia convencional de paisagista. Sua obra nunca tratou o jardim como moldura da arquitetura, mas como estrutura viva, sujeita a variações, conflitos e crescimento. Essa perspectiva orienta Burle Marx: Plantas em Movimento, nova exposição do Museu Judaico de São Paulo, realizada em parceria com o Instituto Burle Marx.
Com abertura em 30 de abril, a mostra se afasta de uma leitura cronológica ou celebratória. O recorte proposto pelos curadores Isabela Ono e Guilherme Wisnik concentra-se no uso das espécies vegetais como elemento organizador dos projetos. Desenhos, fotografias, filmes e documentos evidenciam como determinadas plantas aparecem de forma recorrente, compondo um repertório que atravessa diferentes fases de sua produção.
Ao percorrer a exposição, fica claro que Burle Marx trabalhava com relações — entre espécies, escalas, natureza e cultura. Seu interesse não estava apenas na forma final, mas no comportamento das plantas ao longo do tempo. O jardim, nesse sentido, nunca é fixo. Ele depende de crescimento, poda, clima, manutenção, existindo sempre em estado provisório.
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Como Burle Marx criou um novo paisagismo no Brasil? Exposição em SP explica
Perspectiva do Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro (1969)
Acervo Burle Marx & Cia. Ltda
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A seleção inclui projetos públicos e privados, permitindo observar como esse pensamento se adapta a contextos distintos sem perder consistência. Em todos eles, a vegetação assume papel estrutural, definindo percursos, áreas de permanência e dinâmicas de uso.
Sítio Roberto Burle Marx: a expressão máxima do paisagista no Rio de Janeiro
Filippo Bamberghi
A exposição também destaca o caráter coletivo de sua prática. Burle Marx trabalhou em diálogo constante com botânicos, arquitetos, artistas e jardineiros, além de realizar expedições por diferentes regiões do Brasil. Esses deslocamentos foram decisivos para a incorporação de espécies nativas e para a compreensão dos biomas como fonte ativa de conhecimento.
Parque do Derby, sem data
Acervo Burle Marx & Cia. Ltda.
Outro aspecto abordado é sua formação cultural. Filho de um judeu alemão que imigrou para o Brasil no início do século 20, desenvolveu uma visão aberta à mistura e à convivência entre diferenças. Essa condição aparece de forma indireta em seus projetos, na maneira como combina espécies de origens diversas sem buscar homogeneidade.
Sem recorrer a uma narrativa linear, Plantas em Movimento organiza essas questões em torno de um ponto central: a atualidade de seu pensamento. Em um contexto marcado pela pressão ambiental e pela necessidade de reconfigurar as cidades, sua obra é apresentada como campo de reflexão e ferramenta para pensar o presente.




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