Radar ligado: quem são os finalistas do LVMH Prize 2026

De Pino (Foto: Reprodução/Instagram @lvmhprize)
O termômetro mais preciso do futuro da moda acaba de subir. Criado em 2014 por Delphine Arnault, o LVMH Prize se consolidou como a plataforma definitiva para levar jovens talentos ao foco da indústria.
Em sua 13ª edição, o prêmio ultrapassa fronteiras: entre mais de 2.400 inscritos, os nove finalistas selecionados representam oito países, incluindo uma estreia histórica do Quênia na fase final.
O vencedor que será anunciado no dia 4 de setembro, na Fondation Louis Vuitton, levará para casa €400.000 e um ano de mentoria estratégica das equipes do grupo LVMH.
E a disputa não é apenas pelo título principal. Outros dois prêmios — o Karl Lagerfeld Prize (para a visão mais disruptiva) e o Savoir-Faire Prize (focado em excelência artesanal) — garantem €200.000 cada.
A decisão final cabe a um júri de peso, formado pelos diretores criativos das principais maisons do grupo, como Phoebe Philo, Pharrell Williams e Michael Rider, que avaliarão cada detalhe sob a curadoria atenta de Delphine Arnault. Estes são os nomes que você precisa manter no radar:
Os Protagonistas do LVMH Prize 2026

Foto: Cortesia LVMH Prize
- Colleen Allen (EUA) – Colleen Allen
Com passagens por grifes como The Row e Calvin Klein, a designer nova-iorquina traz um olhar subversivo ao workwear. Sua alfaiataria feminina é uma mistura sensual e refrescante, frequentemente inspirada em temas esotéricos, como as cartas do tarô.
- De Pino (França) – por Gabriel Figueiredo
Luso-descendente e atual colaborador da Dior, Gabriel fundou a De Pino em 2020. Sua estética é lúdica e conceitual, herdando o rigor técnico de suas experiências na Maison Margiela sob o comando de John Galliano e Glenn Martens.
- Institution (Geórgia) – por Galib Gassanoff
Após o sucesso com a marca Acte N°1, Gassanoff retorna com a Institution. Seu trabalho é uma ode ao artesanato georgiano, traduzido em silhuetas contemporâneas com volumes artísticos que desafiam a fronteira entre o vestuário e a escultura.
- Julie Kegels (Bélgica) – Julie Kegels
Formada pela prestigiada Academia Real de Antuérpia e com currículo na Alaïa, Kegels domina o corte com uma irreverência sofisticada. Suas coleções equilibram o atemporal com detalhes modernos, garantindo seu lugar no calendário oficial de Paris.
- Lii (China) – por Zane Li
Baseado em Nova York, Zane Li explora o minimalismo dos anos 90 através de uma lente futurista. Suas criações oscilam entre a rigidez de armaduras modernas e a fluidez orgânica, definindo um guarda-roupa de linhas vincadas e precisas.
- Petra Fagerström (Suécia) – Petra Fagerström
Graduada pela Central Saint Martins e ex-balneária da Balenciaga, a sueca é mestre em técnicas de impressão e plissados. Seu universo é poético e visualmente impactante, já atraindo olhares de templos da moda como o Dover Street Market.
- Ponte (Reino Unido) – por Harry Pontefract
Radicado em Paris e integrante da equipe de Glenn Martens na Margiela Artisanal, Pontefract prioriza o detalhismo extremo. Sua marca, Ponte, foca em propostas de gênero misto com materiais texturizados e formas que beiram o surrealismo.
- THEVXLLEY (Espanha) – por Daniel del Valle Fernandez
Para o designer andaluz, a moda é um suporte artístico total. Na THEVXLLEY, as peças funcionam como esculturas vestíveis que incorporam elementos de cerâmica e pintura, elevando o conceito de ready-to-wear a objeto de arte.
- Yoshita 1967 (Quênia) – por Anil Padia
A grande novidade desta edição, Padia coloca o Quênia no mapa da alta moda. Com experiência em casas como Paco Rabanne e Jacquemus, ele utiliza a Yoshita 1967 para fundir raízes africanas e ancestralidade indiana em peças de luxo absoluto.
O veredito final acontece em Paris, no dia 4 de setembro. Quem será o sucessor de Soshi Otsuki e a nova voz a definir os rumos do mercado global?
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