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Belo Horizonte,24/04/2026

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Grupo de bares investe R$ 500 mil para unir torcedores na fronteira Brasil-Paraguai na Copa 2026

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Grupo de bares investe R$ 500 mil para unir torcedores na fronteira Brasil-Paraguai na Copa 2026


A pouco mais de dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, o empresário Nilton Pedro Rafagnin, 60 anos, fundador do Grupo Capitão, prepara uma ofensiva para transformar a tríplice fronteira em um único polo de entretenimento. Com um investimento de R$ 500 mil, a rede — que opera seis unidades em Foz do Iguaçu (PR) e outras seis em Ciudad del Este, no Paraguai — lançou a campanha "Casa Oficial da Torcida". O objetivo é unir brasileiros, paraguaios e argentinos sob a mesma bandeira comercial, aproveitando o fluxo de turistas e a sinergia econômica da região para movimentar as 12 operações do grupo.
A meta é ambiciosa: Marcia Xavier, 35 anos, diretora financeira da rede, estima atender 100 mil pessoas durante os 45 dias do evento, o que deve gerar um incremento de 25% no faturamento no período. Para dar conta do volume, o grupo aposta em tecnologia, reformulação logística e uma estratégia de marketing que começou a ser desenhada em setembro do ano passado.
A história do Grupo Capitão com o esporte não é nova. Rafagnin inaugurou o primeiro bar em 1999, após deixar o negócio de churrascarias da família para empreender com a esposa, Isabel Salvatti. "O pai dela nos financiou em 1998. Conseguimos um ponto ícone em Foz e, desde o início, foquei em projeção. Paguei US$ 4 mil em um projetor de 80 polegadas na época", relembra Rafagnin.
O investimento inicial em transmissão esportiva atraiu até a Seleção Brasileira naquele ano, durante a Copa América realizada no Paraguai. "Cafu, Ronaldo e Rivaldo frequentavam o bar para tomar suco e comer uma porção após os jogos."
Para 2026, a escala é outra. O grupo está instalando um painel de LED de 9 metros por 3 metros na unidade principal. "Tivemos que contratar engenheiro para emitir ART e suportar a estrutura", diz o fundador. Além do visual, a operação foi blindada com reformas nas cozinhas para garantir a vazão dos pedidos em picos de demanda.
A estratégia para maximizar as vendas foca na agilidade. Segundo Xavier, o cardápio será reduzido para otimizar a cozinha e os pratos foram pensados para serem consumidos com as mãos, facilitando a interação com o jogo. "Vamos trabalhar com serviço volante de petiscos. O cliente fica tão conectado à tela que esquece de pedir. Passando com a porção na mesa, ele compra por impulso e a gente agiliza o atendimento", explica o empreendedor.
Para garantir que a experiência atenda a diferentes perfis de público, o grupo mobiliza seu portfólio diversificado, que inclui marcas como o Capitão Bar, Sushi Hokkai, Maki Sushi, Bona Trattoria, Casa TropCalia e 360 Vibes. Nas unidades de maior apelo esportivo, a entrada será controlada via ingresso com consumação mínima. "Temos 400 lugares, mas se tivéssemos mil, venderíamos todos", afirma o empresário. Para integrar as casas, haverá transmissões ao vivo e comentaristas fazendo o "link" em tempo real entre os bares de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este.
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Marketing e integração binacional
A campanha publicitária, gerida por uma agência própria (in-house) criada pelo grupo para atender a demanda das 12 unidades, busca reforçar a identidade local. Rhayane Dourado, 33 anos, coordenadora de marketing, explica que o foco é a cultura da fronteira. "Não falamos apenas de restaurantes específicos, mas do grupo como um todo. Queremos que paraguaios e brasileiros se sintam confortáveis para assistir aos jogos em qualquer uma das nossas casas", pontua Dourado.
A operação envolve ainda:
Tráfego pago: Investimento massivo em redes sociais (Instagram, TikTok e YouTube) para posicionamento regional.
Gestão de reputação: Monitoramento diário de centenas de mensagens e avaliações online.
Equipe: Reforço com freelancers e pagamento de extras para os funcionários fixos que optarem por trabalhar nos horários de jogos.
Para os sócios, a Copa do Mundo funciona como um acelerador de marca e infraestrutura. O painel de LED e as melhorias nas cozinhas permanecerão como ativos para a transmissão de torneios como a Libertadores e a Champions League.
O plano de expansão do Grupo Capitão segue acelerado. Em 2025, a rede abriu três novas casas e, para o segundo semestre de 2026, planeja inaugurar o Bona Rooftop, um restaurante italiano de luxo no terraço do Shopping China, no Paraguai. "Estamos em um movimento consistente de abrir de duas a três casas por ano", revela Rafagnin. Além do setor gastronômico, o grupo também diversifica para o setor imobiliário, desenvolvendo projetos no modelo build-to-suit (construção sob medida) para grandes redes de supermercados em Foz do Iguaçu e região.
Atualmente, as unidades do Grupo Capitão no Brasil e no Paraguai, juntas, faturam mais de R$ 80 milhões por ano. Cerca de 50% desse valor é constantemente reinvestido no próprio negócio, com foco em inovação, expansão e abertura de novas empresas. A projeção para 2026 é crescer 15%, já considerando a nova marca no Paraguai.
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