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Belo Horizonte,23/04/2026

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Diretor financeiro revela dívida do Atlético e projeta reduzir juros

cnnbrasil.com.br
Diretor financeiro revela dívida do Atlético e projeta reduzir juros

Vice-presidente de Operações e Finanças do Atlético, Thiago Maia passou a limpo a situação financeira do clube. O diretor revelou que a dívida atual do Galo gira em torno de R$ 1,7 bilhão e falou também sobre o próximo aporte que será feito pela gestão da SAF alvinegra, de cerca de R$ 500 milhões, exclusivo para a quitação de débitos bancários.


“O Galo tem um endividamento líquido na casa de R$ 1,7 bilhão, um endividamento extremamente expressivo”, iniciou Thiago Maia durante entrevista ao canal Sports Market Makers, no Youtube.


“Desse R$ 1,7 bilhão, aproximadamente R$ 1 bilhão é de dívidas bancárias. Na casa de R$ 600 milhões de dívidas bancárias da SAF, todas as dívidas bancárias são avalizadas. Por mais baratas que sejam, por serem avalizadas, elas machucam muito por causa da taxa Selic, o patamar que ela está (14,75% ao ano)”, continuou Thiago Maia.




“A outra, de R$ 400 milhõesé a dívida (bancária) do estádio; tem o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) da arena, que está na casa dos R$ 300 milhões. Esse é o principal problema do Galo”, pontuou.


“Tem aí mais R$ 400 e poucos milhões de dívida tributária, que machuca menos, parcelada de longo prazo, mas com o CDI neste patamar (14,65%) tudo machuca, e o restante é a diferença de contas a pagar e contas a receber, que fica na casa dos R$ 300 milhões. Quando você soma isso tudo, dá R$ 1,7 bilhão”, ressaltou o VP do Atlético.


Aumento da dívida devido aos juros


Os juros gerados pelas dívidas bancárias oneram muito o Atlético. Thiago Maia detalhou a perda anual do clube com esses pagamentos.


“As dívidas bancárias, entre as dívidas da Arena e da SAF, estamos falando de algo na casa de R$ 1 bilhão. Então, estamos falando de juros de R$ 250 milhões ao ano, pelo menos. Então, machuca demais. Se o Galo fica no zero a zero no operacional, brigando para encontrar o ponto de equilíbrio, não é suficiente para pagar os juros. A dívida acaba aumentando todo ano”, afirmou.


Aportes


Em função do crescimento da dívida devido aos juros, a solução encontrada pela gestão da SAF foi a realização de um aporte de cerca de R$ 500 milhões para quitar parte desse valor com instituições bancárias.


Thiago Maia reforçou o que já foi dito pelos gestores do clube. O valor será integralmente para o pagamento das dívidas bancárias. O diretor acredita que, apesar dos desafios, as perspectivas futuras são positivas no Atlético.


“O aporte de R$ 500 milhões, que vai ser todo para a dívida, é para reduzir essa dívida bancária que está em torno de R$ 600 milhões para ficar na casa dos R$ 100 milhões. Ainda vai ficar a dívida do CRI da Arena MRV; o cenário é ainda bem desafiador, mas as perspectivas futuras são positivas. Acho que sempre vai ter dívida, faz parte uma empresa ter dívida, mas não pode ter no patamar que o Galo possui. Mas se você pega o endividamento em relação à receita, o Galo vem melhorando ano após ano”, finalizou.


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