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Belo Horizonte,15/04/2026

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“Danças para o Marília” marca o encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília

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“Danças para o Marília” marca o encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília
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“Danças para o Marília” marca o encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília

ISADORA MACIEL POEIRAS SANTOS




A Prefeitura de Belo Horizonte encerra as comemorações dos 60 anos do Teatro Marília com um encontro especial que reúne diferentes olhares coreográficos. No dia 28 de abril, às 19h, o “Terça da Dança” - projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH - apresenta o “Danças para o Marília”, evento que celebra a memória, a arquitetura e as múltiplas presenças artísticas que atravessam o Marília ao longo da trajetória. Nomes de diferentes gerações, como o Grupo de Dança Primeiro Ato, a coreógrafa Dudude, a bailarina Guidá, a artista drag Carambola e a Cia. Fusion de Danças Urbanas, performam cenas curtas que dialogam com as suas vivências e diferentes estéticas. A entrada é gratuita e os ingressos são retirados no site Sympla.

As ações em comemoração aos 60 anos do Teatro Marília tiveram início em abril de 2025 e integram a programação do Circuito Municipal de Cultura, projeto realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. Mais informações no site do Circuito Municipal de Cultura.

O Teatro Marília foi inaugurado em 1964 e consolidou-se ao longo das décadas como um importante território de experimentação, acolhendo produções contemporâneas, processos investigativos e novas gerações de artistas. Reconhecido por sua vocação para as linguagens da dança e do teatro, o espaço tornou-se um ponto de encontro entre criadores, público e pensamento crítico sobre as artes da cena.

“O encerramento das comemorações dos 60 anos do Teatro Marília marca um momento importante de reconhecimento da trajetória desse equipamento cultural na cidade. Ao longo de seis décadas, o Marília se consolidou como um território de experimentação artística, aberto a diferentes linguagens e gerações de artistas. Esta programação reforça o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte com a valorização da memória cultural e com a continuidade das políticas públicas voltadas para as artes e para o acesso da população à cultura", destaca a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof.

A programação do “Danças para o Marília” foi pensada para despertar memórias — tanto no público quanto no próprio teatro —, ao reunir diferentes gerações e estéticas da dança, em diálogo com obras e artistas que atravessam os 60 anos de história do Teatro Marília. Os artistas convidados apresentarão cenas curtas, de até 10 minutos cada, ativando o espaço como corpo vivo e em constante transformação.

Há mais de 40 anos no cenário mineiro da dança, o Grupo de Dança Primeiro Ato abre a programação do “Danças para o Marília” com a performance “Como Água”, trabalho que reflete sobre a passagem do tempo, que assim como a água, encontra caminhos diante dos obstáculos, transformando o caos em poesia. Com direção da coreógrafa e fundadora do grupo, Suely Machado, os bailarinos Alex Dias, Marcela Rosa, Marina de Santana, Pedro Henrique Demétrio e Tayná Barboza partem da observação dos seres humanos - como seres da natureza -, e surpreendem ao desenvolver uma narrativa não linear cheia de contrastes, acordando os sentidos, abrindo gavetas e provocando memórias.

Artista da dança, coreógrafa e professora, com trajetória consolidada há mais de cinco décadas, Dudude apresenta “História que TRANS-FORMA”, trabalho que nasce de um percurso profundamente enraizado na experiência dela. No palco, a artista compartilha fragmentos da trajetória na dança  - como aprendiz, bailarina, professora, coreógrafa e diretora -, revisitados a partir do presente. A cena se constrói como um campo de evocação e reinvenção, onde memória e corpo se entrelaçam, revelando as camadas de um percurso que sustenta permanência dela como artista até hoje. Mais do que um relato, o trabalho propõe uma experiência, convidando o público a acessar, por meio da sensibilidade, a importância do TRANS-FORMA para a dança de Minas Gerais e do Brasil.

A bailarina, diretora artística e pesquisadora das danças negras Guidá – que há mais de 20 anos atua na dança fortalecendo a presença e protagonismo de mulheres negras no cenário profissional das artes - encena a performance “Experimentos”, que se constrói a partir de impulsos, emoções e referências que emergem da experiência pessoal da artista com suas tradições. Sem se prender a uma narrativa linear, cada movimento revela fragmentos de histórias, identidades e conexões com a terra, o sagrado e a coletividade. A obra convida o público a sentir, mais do que compreender, criando um espaço de escuta sensorial onde o corpo dança memórias, celebra heranças e reinventa caminhos.

O coletivo cultural Comunidade do Soul apresenta um baile inspirado nas discotecas de Black Music dos anos 1970, 80 e 90, ao som de James Brown e com muito balanço no estilo de Tim Maia. Formado pelos dançarinos Lord Tuca, Black Stive e Lady Valeria, o grupo nasceu em 2009 e desde então segue o objetivo de preservar e difundir o movimento soul e suas vertentes, promovendo um espaço de expressão artística e fortalecimento da identidade negra.

A arte drag e a cultura ballroom também estão presentes na programação com o trabalho “Um Vogue Por Dia”, da artista visual, drag queen e performer Carambola. A performance transforma o palco em uma ball simbólica, atravessada por memórias da cena ballroom e pela força imagética do vogue. Carambola faz da própria imagem um gesto de exibição e invenção, criando uma atmosfera de celebração e fabulação.

O “Danças para o Marília” também recebe, encerrando a programação, o espetáculo “Jega”, da Cia. Fusion de Danças Urbanas. Com direção de Leandro Belilo, o trabalho retrata por meio de dança e performance o momento da vida em que um jovem adulto encara a dura realidade do sistema prisional. Nessa obra, a dança breaking é o fio condutor que guia um B.boy “privado de liberdade”, trazendo à tona os desafios que enfrenta para continuar seguindo em frente e refazendo sua história. Encenada pelo o artista Saimon Pixain, a criação foi inspirada no período em que Leandro Belilo desenvolveu um trabalho com dança de rua no Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, durante dois anos de trajetória artística, quando pôde vivenciar de perto um pouco dessa realidade.

Terça da Dança

Projeto especial do Teatro Marília e do CRDançaBH, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura desde 2019, o Terça da Dança tem como proposta oferecer uma programação contínua com artistas independentes e grupos profissionais da dança, contemplando apresentações de espetáculos, intervenções e instalações artísticas, além de ações formativas e reflexivas. A programação acontece sempre às terças-feiras, às 19h, no Teatro Marília.

Sobre o Circuito Municipal de Cultura

O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas dez regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.

Entre dezembro de 2019, quando foi lançado, e dezembro de 2025, o Circuito Municipal de Cultura realizou 1352 atividades artísticas e culturais, que alcançaram um público estimado de aproximadamente 649 mil pessoas. Incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas, a programação movimentou a contratação de aproximadamente 9350 artistas e profissionais técnicos da cadeia produtiva da cultura.

CIRCUITO MUNICIPAL DE CULTURA
Terça da Dança | “Danças para o Marília”

Quando. Dia 28 de abril (terça-feira), às 19h 
Onde. Teatro Marília - Av. Prof. Alfredo Balena, 586 - Santa Efigênia
Quanto. Gratuito. Ingressos retirados no site Sympla
Classificação. Livre
Duração. 10 minutos (cada apresentação)

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