Homem executado com 20 tiros em SP tinha suspeita de ligação com o PCC
Executado ao lado da esposa com 20 tiros na madrugada deste domingo (12), Luiz Carlos Moreno do Carmo, conhecido também como “Cirilo”, já foi réu em um processo da Justiça por homicídio qualificado e, segundo a polícia, tinha envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em sentença proferida em novembro de 2025, Luiz e mais outros oito homens foram acusados pelo homicídio qualificado de Manoel Paulo da Silva Júnior, vulgo “Juninho” ou “Cabeça Seca”, em 2022. De acordo com o documento, os réus atraíram a vítima ao Shopping Center Fiesta, no Jardim São Luís, em São Paulo, onde o executaram a tiros.
O grupo, denominado como “Pés de Pato”, foi indiciado ainda pela tentativa de homicídio de Allan Quirino Queiroz, no mesmo ano. Conforme a Justiça, a organização conduzia um esquema criminoso de “gato net”, dominando bairros da zona Sul paulista.
A Justiça aponta que o grupo teria constituído e integrado, pessoalmente, organização criminosa, com o objetivo de cometerem crimes, com emprego de arma de fogo e divisão de tarefas, de modo que obtivessem vantagem sobre as comunidades de bairros da região.
Cirilo alegou em depoimento que já trabalhou com “gato net” no Jardim Olinda, na capital paulista, por cerca de quatro ou cinco anos. No entanto, o indiciado, que afirmou conhecer os “Pés de Pato”, negou qualquer tipo de envolvimento com a facção criminosa.
Ele contou ainda que uma delegada da Polícia Civil de São Paulo teria o coagido a dizer que ele era o chefe do serviço, prometendo até uma delação premiada. Luiz relatou que a policial agiu de forma debochada ao conhecê-lo e teria pegado ainda seu celular, mandando-o desbloquear.
Luiz acreditava que teria sido indiciado para tirar o foco dos outros crimes que os “Pés de Pato” cometeram.
Em depoimento, a delegada informou que conduziu a investigação do caso desde o início, afirmando que os réus possuíam envolvimento com o PCC e com o grupo “Pés de Pato”, e que pretendiam dominar o “gato net” e implantar entorpecentes na região. A policial conta ainda que Cirilo era o comandante e fornecia armas na redondeza.
Apesar dos depoimentos e alegações, Luiz foi impronunciado pela Justiça — quando o juiz entende que não há provas suficientes para levar o caso ao Tribunal do Júri — dos crimes de homicídio qualificado, concurso de pessoas, tentativa de homicídio qualificado e organização criminosa.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dele. O espaço segue aberto.
Casal executado com 20 tiros
Luiz e sua esposa foram executados com mais de 20 tiros dentro de um carro de luxo no Campo Limpo, zona sul da capital paulista, na madrugada deste domingo (12). Os suspeitos envolvidos na ação fugiram do local.
De acordo com a PM (Polícia Militar), o homem, de 40 anos, e a mulher, de 36, estavam dentro do veículo, quando um segundo carro parou ao lado. Neste momento, os suspeitos efetuaram os disparos e, logo em seguida, fugiram.
As vítimas foram socorridas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhadas ao pronto-socorro do Hospital Municipal do Campo Limpo.
Posteriormente, foi informado aos policiais que o rapaz não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Já a sua esposa, passou por cirurgia, mas também morreu durante o procedimento médico.
Imagens que a CNN Brasil teve acesso mostram o vidro do carro do casal com buracos feitos pelos disparos. Veja:
Créditos: Vila Andrade News/Reprodução
O caso foi registrado como homicídio no 89º Distrito Policial, do Jardim Taboão.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), as investigações seguem para que os fatos sejam esclarecidos. Até o momento os suspeitos ainda não foram localizados.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo





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