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Belo Horizonte,13/04/2026

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Aprendizado prático ajuda a reduzir excesso de telas

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Aprendizado prático ajuda a reduzir excesso de telas
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O uso excessivo de telas entre crianças e adolescentes tem se tornado uma preocupação crescente em famílias e instituições de ensino. Celulares, tablets e notebooks, embora sejam ferramentas de acesso à informação, também podem trazer impactos negativos quando utilizados sem equilíbrio.
Uma pesquisa realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (PPGE/UFLA) aponta que o tempo prolongado diante de dispositivos digitais pode afetar o desenvolvimento cognitivo, a aprendizagem, a memória e a atenção, além de influenciar habilidades motoras e sociais no ambiente escolar.
Outro levantamento, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), revela que 95% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet, o que equivale a cerca de 25 milhões de pessoas. Para especialistas, os números reforçam a necessidade de repensar hábitos e buscar alternativas que transformem a relação dos jovens com a tecnologia.
Segundo Fagner Diniz, fundador da Robottime, o uso excessivo de telas na primeira infância é um dos principais fatores que podem comprometer a concentração e a criatividade das crianças. "Isso também pode estar relacionado à redução de interações sociais, menor interesse por atividades práticas e dificuldades no desenvolvimento de habilidades como resolução de problemas, pensamento crítico e até mesmo coordenação motora", afirma.
De acordo com Jonatas Silva, cofundador da empresa, pais e responsáveis precisam estar atentos a sinais de alerta, como mudanças consistentes no comportamento, na saúde e no desenvolvimento da criança. "Alterações no sono, maior tendência ao isolamento social e aumento do sedentarismo são alguns dos sinais apontados por organizações como a Organização Mundial da Saúde", explica.
Para ele, embora isso possa parecer prático no dia a dia, o uso frequente como forma de acalmar a criança pode dificultar o desenvolvimento de habilidades importantes de autorregulação emocional. "Com o tempo, a criança pode passar a depender desses estímulos para lidar com emoções, reduzindo sua capacidade de enfrentar desafios e se entreter de forma mais autônoma", avalia.
Nesse cenário, kits de robótica educacional vêm surgindo como alternativa prática para transformar a relação das crianças com a tecnologia. Segundo Diniz, ao trabalhar com desafios práticos de robótica, as crianças são incentivadas a resolver problemas de forma ativa, o que fortalece a autonomia e o pensamento crítico.
"O modelo também contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico, além de estimular a criatividade, que tem sido cada vez menos exercitada devido ao consumo de conteúdos prontos", acrescenta.
A Robottime adota uma metodologia prática e interativa, que coloca a criança como protagonista. "Em vez de focar apenas na teoria, o método prioriza a aprendizagem ativa e permite que as crianças aprendam por meio da experimentação e da criação de projetos reais", detalha Silva. De acordo com ele, os kits oferecem tudo o que é necessário para a experiência, com o objetivo de facilitar o acesso e a continuidade do aprendizado em casa.
Para Diniz, o equilíbrio está em transformar a criança de consumidora em criadora de tecnologia. "Em vez de apenas consumir conteúdo em telas, é importante incentivar atividades práticas, mesmo na tela, como a criação de um jogo ou de um canal. Assim, a robótica e os projetos maker utilizam a tecnologia de forma ativa, educativa e com propósito", ressalta.
Desde sua fundação, em 2020, a empresa vem expandindo sua comunidade de alunos e famílias interessadas em tecnologia, criatividade e aprendizagem prática. Atualmente, a Robottime oferece um clube de assinatura de kits de robótica educacional, desenvolvido especialmente para crianças e iniciantes (a partir de 5 anos) que desejam aprender tecnologia de forma prática.
Os assinantes recebem mensalmente em casa um kit contendo componentes eletrônicos, peças de montagem e instruções para construir projetos de robótica e automação. Além do material físico, os participantes também têm acesso ao Portal de Cursos, como tutoriais, aulas e suporte técnico.
Com pesquisas apontando os riscos do uso excessivo de telas e dados que revelam a alta exposição digital entre crianças, os fundadores destacam que a empresa busca ampliar sua base de assinantes para formar uma comunidade nacional engajada de famílias que valorizam o aprendizado "mão na massa".
"Entre os próximos passos estão a expansão para criação de uma comunidade, impressão 3D e corte a laser, aproximando cada vez mais a tecnologia do dia a dia das crianças e incentivando o aprender fazendo nos momentos livres", conclui o fundador.
Para saber mais, basta acessar o site oficial da Robottime.




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