Trabalho doméstico formal perde 41 mil postos em 2025, diz Ministério
O total de trabalhadores domésticos no Brasil sofreu uma redução de 41 mil postos de trabalho formais em 2025, em comparação com o ano anterior, segundo números foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Ao todo, no final do ano haviam 1.302.792 trabalhadores que atuam em residências com carteira assinada. No ano anterior, em 2024, o total de empregados era de 1.343.792.
Com isso, o montante de funcionários do setor que estão com vínculos empregatícios formais ativos chegou ao nível mais baixo da série histórica, iniciada em 2015. O ano de 2025 foi o quarto seguido em que os números de empregados domésticos registrados apresentou queda.
Várias funções diferentes se enquadram como “trabalho doméstico” na classificação do MTE, como as de empregado doméstico nos serviços gerais, babás, enfermeiros, motoristas particulares e mordomos, por exemplo.
Por outro lado, o setor apresentou alta na remuneração mensal média em 2025. Há aumentos conscecutivos nos salários desde 2022, com a renda média atingindo o maior patamar da série histórica. O ano passado terminou com a remuneração média em R$ 2.047,92, o que representa R$ 98,86 a mais que no fim de 2024.
Maiores salários do setor
O levantamento divulgado pelo MTE mostra que a grande maioria dos registrados no setor doméstico são os trabalhadores de serviços gerais. A categoria tinha 991.391 empregos em 2025, número que representa 76% do total de 1,3 milhão de vínculos trabalhistas em residências do país.
Serviços gerais tem a segunda pior remuneração média dentre as categorias registradas, com salário médio de R$ 1.885,09 por mês.
A função que apresentou o salário médio mais baixo foi a de empregado doméstico faxineiro, que teve 23.800 trabalhadores registrados em 2025, com renda mensal de R$ 1.847,13.
Já as cinco categorias do setor doméstico que tiveram os maiores rendimentos médios foram:
- Enfermeiro: salário de R$ 4.625,71;
- Chefe de cozinha: salário de R$ 3.539,21;
- Técnico de enfermagem: salário de R$ 3.317,25;
- Mordomo de residência: salário de R$ 3.177,03;
- Atendente de enfermagem: salário de R$ 3.132,89.
A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, defendeu que os dados revelam que o setor “permanece estruturado e relevante no mercado de trabalho brasileiro”.
“Apesar da leve redução no número de vínculos formais em 2025, observamos um movimento importante de valorização da remuneração média real, o que indica avanços na qualidade do emprego doméstico”, disse Montagner, em nota.
“O perfil das categorias também aponta para a necessidade de políticas públicas que ampliem a formalização e promovam melhores condições de trabalho”, pontua.
*Sob supervisão de João Nakamura





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