Seja bem-vindo
Belo Horizonte,10/04/2026

  • A +
  • A -

Economista: Medidas como o Desenrola 2.0 não resolvem o endividamento

cnnbrasil.com.br
Economista: Medidas como o Desenrola 2.0 não resolvem o endividamento
Publicidade

O governo federal está avaliando novas medidas para frear o endividamento no Brasil, incluindo a liberação do FGTS para pagamento de dívidas como parte do programa Desenrola 2.0. No entanto, segundo Gabriel Barros, economista-chefe da ARX, medidas pontuais como esta não resolvem o problema estrutural do endividamento das famílias brasileiras.


Durante entrevista ao Hora H, Barros destacou que, mesmo após o Desenrola 1.0, o endividamento e o comprometimento da renda das famílias continuaram subindo. “Medidas pontuais não resolvem o problema do endividamento das famílias. A gente já está na segunda etapa, na segunda versão do Desenrola. A gente já teve o Desenrola 1.0, o governo está pensando no 2.0. Nesse meio tempo, o endividamento das famílias continuou subindo“, explicou.


O economista ressaltou que o cenário é preocupante mesmo com o mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego na mínima histórica e massa salarial em alta. “O comprometimento da renda das famílias também continuou subindo mesmo no mercado de trabalho bastante aquecido. Vamos lembrar que a taxa de desemprego está na mínima histórica e a massa salarial está na alta histórica”, pontuou.




Solução estrutural passa por equilíbrio fiscal


Para Barros, a melhor forma de enfrentar o problema é reduzir os juros para toda a economia, não apenas para grupos específicos. Segundo ele, isso só será possível com medidas concretas de equilíbrio fiscal por parte do governo. “Para reduzir os juros de forma estrutural, a gente precisa não só narrativa, não só retórica de equilíbrio fiscal, mas de medidas concretas que revertam o problema fiscal”, afirmou.


O economista explicou que o Brasil tem um déficit estrutural em torno de 1% do PIB e que, para estabilizar a dívida, seria necessário um superávit de pelo menos 3% do PIB. “A política fiscal é que define o tamanho dos juros na economia. A política fiscal é o piloto, a política monetária é sempre o passageiro. Então, os juros que o Banco Central define é sempre passageiro, é sempre auxiliar a política fiscal”, disse.


Barros também apontou que o endividamento das famílias aumentou nos últimos três anos, especialmente em linhas de crédito com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial. Para ele, além do equilíbrio fiscal, a educação financeira é fundamental para uma solução de longo prazo. “A educação financeira é heterogênea, ela varia em classes de renda, mas se a gente for pegar a classe CDE, a educação financeira é muito baixa, isso precisa mudar”, concluuiu.



Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.