Presidente da CCEE é favorito para sucessão no comando da Cemig
Faltando poucos dias para a saída de Reynaldo Passanezi do comando da Cemig, prevista para ocorrer no fim de abril, a disputa pelo nome que vai sentar na cadeira da presidência da estatal mineira já movimenta os bastidores do setor elétrico e da política.
O nome que mais tem circulado é o de Alexandre Ramos, atual presidente da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). A possível indicação ganhou força após declarações recentes do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Silveira tem feito gestos políticos ao governo de Minas Gerais. Em um movimento considerado incomum, o ministro elogiou publicamente o governador Mateus Simões (PSD), que é pré-candidato à reeleição e adversário do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores do setor elétrico, a sinalização é interpretada como parte de uma articulação para construir consenso em torno de um nome para a Cemig.
Além de Ramos, outras indicações começam a surgir para compor o conselho da estatal mineira, o que mostra que pode haver uma reconfiguração mais ampla da governança da estatal. Os nomes ligados à Amazonas Energia concentram as atenções, em meio ao processo de transferência de controle da distribuidora para a Âmbar, braço de energia da J&F, dos irmãos Batista.
Entre eles, estão Márcio Zimmermann, ex-ministro de Minas e Energia e atual diretor-presidente da Amazonas Energia, e Maria do Socorro Gama da Silva, diretora administrativa da Amazonas Energia. Os nomes constam em documentos da assembleia geral ordinária da companhia, marcada para 30 de abril, e mostram que ambos já constam formalmente como candidatos ao conselho de administração.
Por fora, outros nomes seguem sendo ventilados. Gustavo Barbosa, ex-secretário de Fazenda de Minas Gerais durante a gestão de Romeu Zema, aparece como alternativa. Já internamente, o vice-presidente de distribuição da Cemig, Marney Tadeu Antunes, também é lembrado como possível candidato ao cargo.
A definição do novo comando ocorre em um momento estratégico para a companhia. A Cemig é uma das poucas estatais no segmento de distribuição de energia no país e recentemente atingiu cerca de R$ 40 bilhões em valor de mercado. A empresa também prevê um robusto plano de investimentos de R$ 44 bilhões entre 2026 e 2030.
Procurada, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica não confirmou a informação. A Amazonas Energia não retornou o contato até o fechamento. A Cemig e o Ministério de Minas e Energia não comentaram.





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