Caiado diz que convidou Leite para “ajudar a governar” o país em 2027
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (27) que convidou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), para “ajudar a governar” o país a partir de 2027.
Segundo o ex-governador de Goiás, os dois se encontraram e tiveram uma conversa “longa” e “produtiva”. Durante o diálogo, Leite expôs divergências, mas manifestou apoio à pré-candidatura.
“Foi um dia extremamente importante para mim. Nós teremos aqui, no Rio Grande, um grande apoio. Fiz inclusive um pedido: abra mão do seu ano sabático e venha para Brasília ajudar a governar em 2027”, disse Caiado durante evento com empresários, que reuniu presidenciáveis.
Questionado sobre qual cargo Leite poderia assumir, Caiado afirmou que a definição ficará para outro momento e destacou que há apenas um ponto de discordância entre eles: a anistia.
“Não temos que ter unidade em todas as ideias. Eu defendo um processo de anistia para acabar com a polarização. Vamos discutir outros assuntos. Esse é o único tema de divergência, e não é motivo de constrangimento. No restante, temos 100% de convergência”, afirmou.
Mais cedo, Leite publicou uma carta na qual pediu desculpas a Caiado por não tê-lo parabenizado pela escolha como pré-candidato. No texto, afirmou que a pacificação do país não será alcançada com anistia ampla a envolvidos em ataques à democracia.
Leite era um dos nomes do PSD cotados para disputar a Presidência. Após a definição por Caiado, o governador afirmou que a escolha poderia contribuir para a polarização.
Zema critica STF e defende mais transparência
Também presente no evento com empresários, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou o sigilo de informações que envolvem ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio a questionamentos envolvendo o caso do Banco Master.
O pré-candidato afirmou que, em seu governo, integrantes da Corte deveriam prestar mais informações públicas.
“Se ministros do Supremo tivessem de prestar contas, como vou propor, nunca teríamos tido esse problema. Para mim, ser juiz ou ministro significa apresentar declarações sobre atividades profissionais de parentes, para evitar conflitos de interesse”, disse.
Segundo ele, transparência e prestação de contas serão diretrizes de sua eventual gestão.
“Por que ministros do Supremo têm sigilo de 50 ou 100 anos? Com certeza porque não podem mostrar. Transparência e prestação de contas são fundamentais para uma boa gestão”, afirmou.
Caso Banco Master vai mexer nas eleições, pode anotar, diz Aldo
O ex-ministro Aldo Rebelo (DC), que também participou do evento, afirmou que temas como o caso do Banco Master e outras crises devem influenciar o resultado da eleição. Para Aldo, os eleitores ainda não analisaram com profundidade as candidaturas, e temas relevantes seguem fora do centro do debate.
“A eleição nem começou ainda. Já vi muitas disputas em que o favorito não venceu. O próprio [Jair] Bolsonaro e Fernando Collor não eram favoritos no início”, disse. “Essa eleição será marcada por problemas que ainda não foram apresentados. O caso do Banco Master, por exemplo, pode ter impacto porque envolve Executivo, Legislativo e Judiciário. Há ainda o caso do INSS e a crise internacional. Tudo isso influencia o cenário”, concluiu.





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