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Belo Horizonte,10/04/2026

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Pirajá e Bar Original afinam a cozinha de boteco com Marcelo Corrêa Bastos

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Pirajá e Bar Original afinam a cozinha de boteco com Marcelo Corrêa Bastos
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Boteco bom sempre teve receita. O que muda agora é o grau de consciência sobre ela. Ao trazer Marcelo Corrêa Bastos para dentro da cozinha, Pirajá e Bar Original não tentam virar outra coisa, nem embarcar em uma atualização forçada. O movimento é mais sutil e, por isso mesmo, mais interessante. Trata-se de olhar para aquilo que já funciona e entender por que funciona. De organizar repertório, aprofundar técnica e dar nome a uma tradição que sempre esteve ali, mas nem sempre foi pensada com método. Menos reinvenção, mais precisão.


Bastos chega com um tipo de bagagem que raramente passa pelo boteco sem deixar marca. Foram anos à frente do Jiquitaia, investigando ingredientes, modos de preparo e histórias que atravessam o Brasil de forma silenciosa. Ao lado de Carlos Alberto Dória, ajudou a estruturar a ideia de uma culinária caipira da Paulistânia, que não é moda nem nostalgia, mas um sistema alimentar inteiro. Depois, com o Lobozó e o Sororoca, expandiu esse olhar para outros territórios, mostrando que tradição não é ponto fixo, é movimento contínuo. É esse tipo de leitura que agora entra em contato com o balcão.


No Pirajá, a identidade sempre veio do Rio, de uma certa ideia de botequim que mistura leveza, memória e informalidade bem calibrada. A história da van rodando bares cariocas não é apenas anedota, é fundamento. Já o Bar Original nasce de outra linhagem, mais paulistana, mais urbana, com cara de endereço que sempre esteve ali, mesmo quando ainda não estava. Azulejo, madeira escura, recortes na parede, tudo compõe um cenário que não precisa explicar nada, apenas sustentar o tempo. São duas casas com sotaques distintos, mas com a mesma obsessão pelo essencial.


É justamente nesse ponto que a consultoria encontra sentido. Revisitar um clássico de boteco não é trocar ingrediente ou sofisticar execução. É entender o que não pode ser mexido e o que pode ser ajustado sem romper a memória. É dar mais rigor a preparos que muitas vezes vivem de repetição, mas que ganham outra dimensão quando atravessados por técnica e pesquisa. No limite, é tratar o simples com a seriedade que ele merece.


@baroriginal

@barpiraja


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