EUA venceram guerra e fizeram história, diz chefe do Pentágono; Irã também reivindica vitória

Secretário de Guerra dos EUA diz que país obteve 'vitória militar decisiva' contra o Irã
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, reivindicou vitória sobre o Irã na guerra do Oriente Médio nesta quarta-feira (9). Hegseth afirmou que o conflito, mesmo ainda em trégua, deixou o Irã "funcionalmente destruído" e disse ainda que os EUA "fizeram história".
"Foi uma vitória histórica no campo de batalha", disse Hegseth.
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Hegseth afirmou, no entanto, que os militares norte-americanos destacados para o Oriente Médio permaneceriam nas bases dos EUA na região para garantir o cumprimento do cessar-fogo e monitorar o estoque de urânio enriquecido do país.
"Em relação ao urânio, estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregar, e nós vamos pegar. Vamos tomar se for preciso", afirmou.
➡️ Os Estados Unidos e o Irã anunciaram na noite de terça-feira (8) um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. A trégua prevê uma pausa nos ataques dos EUA e de Israel ao território iraniano durante duas semanas. Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já tinha circulação de navios nesta manhã.
"Vai levar anos para que o Irã reconstrua qualquer força de combate importante", disse o comandante das Forças Armadas dos Estados Unidos, Dan Caine.
Irã reivindica vitória
A retórica da vitória também vem sendo usada por autoridades iranianas desde que ambas as aprtes anunciaram o cessar-fogo. Em um comunicado, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã alegou ter "forçado" os EUA a aceitar os pontos que Teerã exigia para o cessar-fogo.
Uma delas, segundo o comunicado, era o de suspender todas as sanções primárias e secundárias contra o Irã. A nota também diz que Washington concordou en aceitar o enriquecimento nuclear iraniano e reconhecer seu controle contínuo sobre o Estreito de Ormuz.
“O inimigo, em sua guerra injusta, ilegal e criminosa contra a nação iraniana, sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora”, diz o comunicado.
Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reivindica vitória sobre o Irã em coletiva no Pentágono em 8 de abril de 2026.
Andrew Harnik/Getty Images via AFP
Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou também nesta quarta que vai aplicar tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã.
"Um país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
Estreito de Ormuz e a ilha de Kharg
Arte g1
Também nesta quarta, o presidente norte-americano afirmou que "muitos pontos já foram acordados" com o Irã, negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido.
"Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque. Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados", afirmou na rede social Truth Social.
Donald Trump anuncia cessar-fogo com o Irã faltando 1h30 para ultimato





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