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Belo Horizonte,07/04/2026

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Irã dá ordem para militares interromperem ataques, diz mídia estatal

cnnbrasil.com.br
Irã dá ordem para militares interromperem ataques, diz mídia estatal
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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, instruiu todas as unidades militares a cessarem fogo, de acordo com um comunicado lido no canal de notícias estatal IRIB cerca de duas horas depois de o presidente dso EUA, Donald Trump, ter afirmado que ambas as partes haviam chegado a um acordo de cessar-fogo temporário.


“Este não é o fim da guerra, mas todos os ramos das forças armadas devem seguir a ordem do Líder Supremo e cessar fogo”, dizia o comunicado.


Após o anúncio de Trump, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Aragachi, disse que, durante as duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz “será possível por meio da coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”.




Aragachi também expressou gratidão ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e ao chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, por pressionarem Trump a implementar um cessar-fogo.


O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou uma declaração destacando que o plano de 10 pontos do país “enfatiza questões fundamentais”, como a “passagem regulamentada pelo Estreito de Ormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã”.


Isso garantiria ao Irã uma “posição econômica e geopolítica única”, afirma a declaração.


Um alto funcionário da Casa Branca disse à CNN que Israel também faz parte do cessar-fogo de duas semanas anunciado por Trump.


O país também concordou em suspender os bombardeios enquanto as negociações continuam, afirmou a fonte.


O que está acontecendo no Oriente Médio?


Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.


Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.


Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.


Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.


O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.


Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.


Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?





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