À CNN, autor da PEC da 6×1 defende tramitação proposta por Hugo
O autor de um dos projetos sobre o fim da escala de trabalho 6×1, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou à CNN nesta terça-feira (7) que “tudo caminha” para que a proposta tramite no Congresso como PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
A fala do vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara ocorre após interlocutores do Palácio do Planalto desmentirem a informação dita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que o governo desistiu de enviar um projeto de lei próprio em regime de urgência.
Em entrevista coletiva, o presidente da Câmara afirmou que a decisão foi sinalizada pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE). Segundo interlocutores próximos do presidente Lula, não houve qualquer tipo de sinalização nesse sentido e a fala de Motta foi mal recebida no Planalto.
“O projeto de lei tem todo um calendário. O presidente Hugo Motta tem reafirmado que na semana do trabalhador ele aprova a admissibilidade e também a criação da comissão especial. A tramitação da emenda constitucional tem mais acordos políticos para sua votação. O PL de urgência dependeria da pauta da Câmara dos Deputados. Vamos acompanhar se o governo vai enviar ou não o PL”, afirmou Reginaldo Lopes.
Segundo Reginaldo Lopes, a “conjuntura” do acordo firmado em dezembro de 2025 é diferente do cenário de abril deste ano. À época, ficou definido por parte do governo que, tanto o projeto de Lopes, quanto o texto proposto pela deputada Érika Hilton (Psol-SP), seriam utilizados como base para um PL enviado com regime de urgência – que trava a pauta da Câmara se não for votada em até 45 dias.
“Naquele momento, no palácio, nós combinamos várias ações. Haveria a criação da comissão especial e o governo estava preparando um projeto de urgência. Mas após o presidente da Câmara nomear um relator [deputado Paulo Azi (União Brasil-BA)], eu acredito que possa haver um bom senso e um acordo político melhor”, declarou o deputado.
Lopes ainda afirmou que dar sequência à pauta por emenda constitucional torna o tema “mais amplo”, pois “altera a carta magna do país, o que dificulta retrocessos”.





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