Rio Fashion Week vai ter exposição sobre a alta costura do Carnaval
Indo além dos desfiles, talks e ativações, o Rio Fashion Week também vai receber a exposição “A Alta Costura do Carnaval”, uma imersão no trabalho de Henrique Filho, responsável por alguns dos trajes mais emblemáticos das rainhas de bateria da cidade.
Com curadoria de Gringo Cardia, a mostra conta com 50 looks, entre figurinos e adereços de cabeça, já utilizados por nomes como Sabrina Sato, Adriane Galisteu, Anitta, Giovanna Lancellotti e Xuxa Meneghel. Além disso, serão apresentadas 17 criações em fotografias de formato grande, assinadas por Priscila Prade.
“Esta é a primeira grande exposição do meu trabalho. É uma trajetória que começou há 50 anos, criando trajes para amigos que iam curtir o Carnaval em São Paulo e no Rio”, conta Henrique.
“No Rio de Janeiro, meu primeiro desfile foi com a Portela, e minha primeira madrinha foi Luma de Oliveira. A partir daí, acumulei experiências criando para rainhas de bateria, mestre-sala e porta-bandeira, além de uma década dedicada à comissão de frente da Beija-Flor’, adiciona o estilista.
A proposta por trás da exposição é fazer o público olhar para os barracões como verdadeiros ateliês da alta costura nacional.
“Henrique faz alta costura, de fato. Ele veste há anos as grandes musas do carnaval, é querido por todas, mas segue invisibilizado. Ainda existe a ideia de que o carnaval é apenas um evento quando, na verdade, é cultura”, afirma Gringo Cardia.
Henrique também conta que hoje suas referências vem da própria folia, além de elementos da indústria internacional, da natureza e do cinema.
“O processo de criação para madrinhas de bateria geralmente começa pelo material e se desenvolve em diálogo com o estilo de cada uma. A confecção é inteiramente artesanal, sempre com atenção à leveza e ao impacto visual. Já transitei pela alta-costura, moda noiva e festas, mas encontrei no Carnaval a minha grande paixão”, entrega.
SERVIÇO
Exposição “A Alta Costura do Carnaval
- Local: Rio Fashion Week (Hub)
- Data: de 15 a 18 de abril
- Local: Píer Mauá – Av. Rodrigues Alves, 10 – Praça Mauá
- Horário: 14h às 23h
Escolas de samba são reconhecidas por lei como patrimônio cultural





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