Em Paris, casa é inspirada no Brasil, em Niemeyer e nos anos 1970

O endereço já diz muito: 16º arrondissement, Paris. Mas o interior do sobrado de 400 m², assinado pela LA.M Studio, conta uma história mais complexa do que a localização sugere. A pedido de um proprietário apaixonado pelo design dos anos 1970, a arquiteta Léonie Alma Mason construiu um espaço que é, ao mesmo tempo, refinado e caloroso, contemporâneo e cheio de referências – entre elas, Oscar Niemeyer.
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No living, sofá Camaleonda, design Mario Bellini para a B&B Italia, e tapete desenhado pelo LA.M Studio. Na sala de jantar, cadeiras Platner, design Warren Platner para a Knoll, com tecido da Le Manach
François Coquerel
O foco da intervenção foi o primeiro andar, onde cozinha, sala de estar, sala de jantar e pátio se sucedem em planta aberta. Uma grande janela panorâmica dissolve a fronteira entre interior e exterior, deixando que a vegetação do pátio invada visualmente o living.
A estrutura metálica original foi mantida à vista – uma decisão deliberada que Mason associa à arquitetura modernista brasileira de Oscar Niemeyer, e que confere ao cenário um caráter ao mesmo tempo técnico e escultural. A escadaria monumental de concreto bruto reforça essa atmosfera.
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A luminária desenhada por Gino Sarfatti figura na parede, acompanhada pela cadeira Broadway, de Gaetano Pesce para a Bernini
François Coquerel
A poltrona Alta, design Oscar Niemeyer, protagoniza o living
François Coquerel
O pátio com jardim tem conexão com a sala de jantar e o living
François Coquerel
A paleta de materiais é precisa. O concreto canelado branco aparece na lareira sob medida e na ilha central da cozinha, em diálogo com o concreto bruto da escada. A madeira de nogueira percorre os ambientes adicionando calor. As cores – ocre, terracota, bege e verde – criam uma harmonia cromática que amarra o conjunto. As cortinas de fibra natural da Bisson Brunel vestem as esquadrias com leveza, e tecidos da Le Manach modernizam clássicos como as cadeiras Platner, de Warren Platner.
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Na cozinha, banquetas de Pierre Chapo
François Coquerel
Outro canto do living exibe poltrona Sphère, design Boris Tabacoff para a Mobilier Modulaire Moderne
François Coquerel
A escada de concreto nasce de linhas curvas
François Coquerel
O mobiliário é onde a obsessão pelo repertório dos anos 1970 fica mais evidente. O sofá Camaleonda, de Mario Bellini, de veludo ocre, dá o tom da sala de estar. A poltrona Alta, de Oscar Niemeyer, está lá também. Uma mesa de centro de aço inoxidável espelhado, cadeiras de Gaetano Pesce, poltronas Sphère, de Boris Tabacoff, e uma day-bed de couro patinado no quarto principal também integram a curadoria. O tapete da sala, desenhado pelo próprio LA.M Studio a partir de estudos com papel rasgado, fecha a composição.
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Assim como ambientes sociais, o quarto é permeado por materialidades mil
François Coquerel
Sobre o móvel, luminária Shogun, design Mario Botta para a Artemide
François Coquerel
O piso de terrazzo do banheiro tem tons inspirados no Rio de Janeiro
François Coquerel
Luminária pendente Swan, design Mikko Kärkkäinen para a Tunto
François Coquerel
No banheiro da suíte principal, sob o telhado, o piso de terrazzo tem tons que remetem às paisagens cariocas, duas cubas esculturais e um espelho de níquel polido feito sob medida. No quarto, um grande desenho em preto e branco de Frédéric Malette figura na parede – tudo para materializar uma bela mistura entre Brasil e França.
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