Pentágono fará coletiva de imprensa sobre a guerra no Irã nesta terça-feira
O Pentágono realizará uma coletiva de imprensa sobre a guerra no Irã na manhã dest terça-feira (31), a primeira em quase duas semanas.
A coletiva que contará com a presença do Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth e do Chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, está marcada para as 9h, no horário de Brasília.

A última coletiva pública da dupla sobre o esforço de guerra foi em 19 de março. Desde o início dos ataques no Irã, em 28 de fevereiro, já foram realizadas seis coletivas de imprensa do Pentágono.
Em guerras anteriores no Oriente Médio, especialmente nos estágios iniciais, as autoridades militares americanas mantinham um cronograma regular de coletivas de imprensa e frequentemente forneciam atualizações diárias.
O governo Trump optou por menos coletivas e lotou a sala de imprensa com personalidades da mídia abertamente partidárias, de veículos de direita e pró-Trump.
Sabrina Singh, secretária de imprensa adjunta do Pentágono durante o governo Biden, afirmou que os briefings em tempos de guerra “mantinham o povo americano informado, proporcionavam transparência nas decisões e garantiam a responsabilização”.
“É uma perda não tê-los mais – o público fica com mais perguntas do que respostas”, disse Singh, agora comentarista de assuntos globais da CNN, em publicação na rede social X.
The briefings updated the American people, provided transparency on decisions & ensured accountability. It’s a loss not having them – the public is left with more questions than answers. https://t.co/n9KR7IuuRA
— Sabrina Singh (@sabrinasingh24) March 24, 2026
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.
Por que é possível classificar conflito no Oriente Médio como guerra?




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