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Belo Horizonte,23/03/2026

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Empreendedor fatura mais de R$ 26 mil por dia vendendo cuscuz com mais proteínas e fibras

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Empreendedor fatura mais de R$ 26 mil por dia vendendo cuscuz com mais proteínas e fibras


O que começou como testes culinários em casa virou um negócio que hoje fatura mais de US$ 5 mil por dia (cerca de R$ 26 mil). Bar Bruhis, 35 anos, fundador da marca de cuscuz marroquino funcional Boostcous, transformou uma ideia inspirada na infância em uma empresa que projeta alcançar US$ 3 milhões (R$ 15,6 milhões) em receita até o fim de 2026.
Segundo o site da revista Entrepreneur, Bruhis lançou oficialmente a marca em dezembro de 2025, ao lado do sócio Brian Gallagher, após cerca de dois anos de testes de formulação e busca por fornecedores.
Na época, conciliava o negócio com o trabalho como gerente geral da KnoCommerce, empresa de tecnologia voltada para e-commerce. A rotina dividida, porém, está com os dias contados: com o crescimento acelerado da Boostcous, Bruhis decidiu deixar o emprego fixo para se dedicar integralmente à empresa.
A ideia nasceu de uma memória afetiva. Nascido em Israel, Bruhis cresceu consumindo cuscuz de semolina e sempre valorizou a praticidade do alimento. Com o tempo, passou a questionar o baixo valor nutricional do produto tradicional — geralmente rico em carboidratos e pobre em proteínas e fibras. A partir daí, surgiu a proposta de criar uma versão mais saudável.
O produto desenvolvido pela marca tem 18 gramas de proteína e 11 gramas de fibra por porção, além de ser sem glúten. Outro diferencial está no preparo rápido: fica pronto em cerca de cinco minutos. Para tirar o projeto do papel, Bruhis e Gallagher investiram US$ 15 mil cada um (cerca de R$ 78 mil), somando US$ 30 mil (R$ 156 mil). Parte do crescimento inicial também foi financiada com cartões de crédito com juros zerados por 12 meses, estratégia usada para impulsionar o marketing e preservar o caixa da operação.
Antes mesmo da produção, os empreendedores garantiram o domínio do site e os perfis nas redes sociais — uma decisão estratégica, já que o nome da marca foi pensado como um dos principais ativos de descoberta. Em seguida, enfrentaram um dos processos mais desafiadores: desenvolver a fórmula do produto e encontrar fabricantes, o que levou cerca de dois anos.
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Apesar do sucesso atual, o caminho teve obstáculos. Um dos principais desafios, segundo Bruhis, foi colocar o produto no mercado. “O marketing é relativamente fácil, mas produzir um item do zero é complexo”, disse. Questões como encontrar fornecedores, ajustar a formulação, lidar com embalagens e cumprir normas de segurança alimentar exigiram tempo e aprendizado.
Um erro logo no início também testou a transparência da marca. No primeiro lote de 12 mil caixas, a tabela nutricional foi impressa com valores incorretos. A solução foi assumir a falha publicamente, corrigir as informações no site e garantir ajustes nas próximas produções.
A virada veio com a exposição online. Logo após o lançamento, a marca viralizou e registrou cerca de US$ 10 mil (R$ 52 mil) nas primeiras duas semanas. Em seguida, as vendas caíram — o que levou os fundadores a investirem em marketing pago para estabilizar a receita. Cerca de dois meses depois, a operação já havia encontrado consistência.
Hoje, a empresa ultrapassa os US$ 5 mil diários (R$ 26 mil) e mantém ritmo de crescimento acelerado. No início, Bruhis dedicava entre 10 e 15 horas por semana ao negócio paralelo. Com a expansão, a carga ultrapassou 40 horas semanais.
Parte desse crescimento também é atribuído ao uso de inteligência artificial. Bruhis afirma utilizar ferramentas como o OpenClaw, um agente de IA que atua como assistente pessoal, ajudando em tarefas como criação de anúncios, campanhas de e-mail e gestão operacional. A estratégia permitiu adiar contratações e manter a estrutura enxuta.
Além da tecnologia, o empreendedor destaca o papel da comunidade de bens de consumo embalados (CPG), que considera colaborativa. Ele também recorreu a conteúdos gratuitos no YouTube para aprender desde a criação do site até estratégias de marketing.
Hoje, o que mais motiva Bruhis é a relação com os clientes. Segundo ele, consumidores têm encontrado formas criativas de usar o produto, indo além das refeições tradicionais — incluindo café da manhã e até sobremesas proteicas.
Para quem quer começar, o conselho é direto: dar o primeiro passo. “Pode parecer clichê, mas comece. Você aprende rápido, cria conexões e evolui com o tempo”, afirma.
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