Ital’in House, de macarrão na caixinha, chega aos EUA e quer vender 35 mil pratos no país em um ano

Pouco mais de um ano após desembarcar na Europa, a Ital’in House, rede especializada em macarrão na caixinha, acaba de dar o próximo passo do processo de expansão internacional. No dia 29 de janeiro deste ano, a marca inaugurou uma unidade piloto em Orlando, nos Estados Unidos. Com uma operação dark kitchen, a meta é vender 35 mil pratos e faturar US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,6 milhões) nos primeiros 12 meses no país.
Para entrar no mercado norte-americano, Nestor Girardi, sócio fundador da Ital’in House, afirma que a empresa optou por buscar parceiros para a operação. Para isso, a VZL Holding, holding focada na estruturação, expansão e gestão de franquias, firmou uma parceria com Arthur Oliveira e Felipe Amorim, sócios do Eskina Brazilian Restaurant, restaurante de comida brasileira com duas unidades na Florida (EUA). Juntas, as duas empresas estruturaram a ITL Holding, criada para ser a gestora do projeto Ital’in House nos Estados Unidos.
A primeira unidade da rede de massas foi instalada dentro da estrutura do restaurante Eskina de Orlando, com a ITL Holding como sócia operadora da loja da Ital’in House. Nesta etapa inicial, o investimento total foi de cerca de US$ 50 mil (cerca de R$ 262,9 mil), direcionado à estrutura operacional e manutenção da cozinha, com foco exclusivo em delivery.
“A dark kitchen não foi uma escolha operacional, mas de governança. Abrir uma loja física no exterior mascara erros. Você não sabe se o resultado veio da localização, do turismo ou da força da marca, especialmente em Orlando, onde há um alto fluxo de brasileiros, público no qual a Ital’in House já é consolidada. O delivery puro nos obriga a validar produto, preço e recorrência. Se performa nesse modelo, performa em qualquer cidade”, diz Eric Vaz de Lima, CEO do Grupo VZL.
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A abordagem da loja segue o conceito de MVP (Produto Mínimo Viável), com o objetivo de testar hipóteses, validar aceitação e adaptar o negócio às particularidades do consumidor americano. Para isso, a marca já realizou ajustes no cardápio, incorporando ingredientes com demanda na região, como cheddar, pepperoni e pulled pork.
“Após três anos operando restaurantes brasileiros em Orlando, identificamos espaço para um produto com maior potencial de escala. A culinária italiana tem alta aceitação nos EUA, e o formato da Ital’in, com boxes e foco em delivery, conversa diretamente com o comportamento do consumidor local”, afirma Oliveira, sócio do Eskina.
Para tracionar o projeto, serão investidos ao menos US$ 100 mil (R$ 525,9 mil) em marketing local nos primeiros 12 meses de operação, com foco em construção de marca e aquisição de clientes.
Após o período de um ano previsto para a validação da operação, as empresas planejam que a ITL Holding assuma oficialmente como máster-franqueada da Ital’in House nos Estados Unidos. A estratégia prevê o início da expansão pela Flórida ainda no primeiro semestre de 2027, seguida da expansão gradual para outros estados do país.
Fundada em 2020, a Ital’in House conta com 180 unidades em operação no Brasil, distribuídas em 18 estados e Distrito Federal. Segundo Girardi, a maioria das lojas é focada em delivery, mas conta com algumas mesas para consumo no local. Atualmente, as entregas representam cerca de 80% do faturamento da rede.
Neste ano, a expectativa é inaugurar 50 novas lojas. A projeção é apoiada pela chegada da marca a shoppings centers, com a primeira unidade em centro comercial inaugurada em janeiro deste ano no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Após faturar R$ 220 milhões em 2025, a projeção é de R$ 300 milhões em receita em 2026.
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