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Belo Horizonte,04/04/2026

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A médica gaúcha que atravessou o oceano e virou referência para brasileiros que querem atuar na Itália

Após recomeçar a carreira na Itália, Gabriela Rotili transformou a própria experiência com a burocracia do país em referência para médicos brasileiros interessados em trabalhar na Europa

Assessoria de Imprensa
A médica gaúcha que atravessou o oceano e virou referência para brasileiros que querem atuar na Itália Dra. Gabriela Rotili/Foto:Divulgação
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Quando decidiu deixar o Rio Grande do Sul, a médica Gabriela Rotili sabia que estava iniciando uma nova fase. O plano envolvia mudança de país, adaptação cultural e reorganização da rotina familiar. O que ela ainda não imaginava era que o processo para validar seu diploma na Itália acabaria redefinindo sua trajetória profissional.

 

Formada em Medicina pela Universidade Luterana do Brasil, Gabriela construiu sua carreira no país atuando na área de medicina do trabalho. A profissão sempre foi o eixo central da sua vida. A decisão de se mudar para a Europa, em 2019, surgiu a partir da busca por melhor qualidade de vida para a família e por um futuro diferente para os filhos.

 

Ela embarcou para a Itália com o marido e as crianças, disposta a recomeçar.

 

“Eu estava insegura, com filhos pequenos e toda uma adaptação pela frente, mas estávamos decididos e tínhamos um verdadeiro motivo para continuar”, conta.

 

Ao chegar ao país europeu, encontrou um cenário que exigia mais do que adaptação cultural. Para exercer a medicina na Itália, era necessário passar por um processo administrativo detalhado, com exigências específicas e etapas pouco conhecidas entre profissionais brasileiros.

 

Cada documento precisava estar correto. Cada fase tinha prazos e critérios próprios.

 

“Quando falavam sobre a burocracia italiana eu não entendia muito bem o que significava. Fui descobrir na prática”, relembra.

 

Durante a própria jornada de revalidação, Gabriela percebeu que muitos médicos brasileiros enfrentavam as mesmas dúvidas. As perguntas eram recorrentes: por onde começar, quais documentos reunir e como evitar erros que pudessem atrasar o processo.

 

O que começou como troca de informações entre colegas acabou ganhando outra dimensão.

 

Ela passou a organizar as etapas do processo, estudar as normas com mais profundidade e compreender os padrões adotados pelas autoridades italianas. Aos poucos, sua experiência deixou de ser apenas pessoal e passou a servir de referência para outros profissionais interessados em seguir o mesmo caminho.

 

“Quando percebi que o meu processo de revalidação não era um caso isolado, mas uma dor coletiva, tudo mudou. Quando dezenas de médicos começaram a me procurar pedindo orientação, entendi que aquilo não era mais só experiência pessoal, era também uma responsabilidade”, afirma.

 

Desde 2021 atuando na Itália, Gabriela passou a orientar médicos de diferentes regiões do Brasil que desejam exercer a profissão no país. Seu trabalho envolve análise individualizada de cada caso, organização estratégica da documentação e acompanhamento das etapas administrativas exigidas pelo sistema italiano.

 

Ao longo dos últimos anos, a médica gaúcha que atravessou o oceano com a família construiu uma atuação que conecta Brasil e Europa por meio da medicina. Hoje, além de exercer a profissão na Itália, Gabriela Rotili é reconhecida nacionalmente quando o assunto é revalidação médica no país europeu.

 

“Hoje, olhar para trás e ver que essa experiência virou um projeto que ajuda outros médicos a encurtarem esse caminho é muito significativo. Não é apenas sobre ter conseguido trabalhar em outro país. É sobre transformar uma experiência individual em algo coletivo, que gera oportunidade para muitas outras pessoas”, finaliza.

 

O Brasil possui mais de 575 mil médicos registrados, segundo dados do Conselho Federal de Medicina. Ao mesmo tempo, cresce o interesse de profissionais brasileiros por oportunidades internacionais. Já a Itália enfrenta déficit de médicos, impulsionado pelo envelhecimento da população e pela aposentadoria de profissionais formados nas décadas anteriores.


Legenda: A médica Gabriela Rotili é nacionalmente reconhecida quando o assunto é revalidação médica na Itália - Crédito: divulgação/Gabriela Rotili





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