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Belo Horizonte,04/04/2026

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Gerente usa Tinder para buscar emprego e consegue 3 entrevistas: 'Mais fácil que achar o amor'

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Gerente usa Tinder para buscar emprego e consegue 3 entrevistas: 'Mais fácil que achar o amor'
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Em 2018, ao decidir se mudar para Londres sem uma oferta de emprego em mãos, a sueca Samantha Rogers apostou em uma estratégia pouco convencional: incluiu a frase “em busca de oportunidades de trabalho” na bio do Tinder. Em uma semana, recebeu contatos que renderam três entrevistas. Segundo contou ao portal da revista Fortune, conseguir oportunidades profissionais pelo aplicativo foi mais simples do que encontrar um relacionamento.
À época, Rogers já conhecia as dificuldades do mercado. Integrante da geração Y — os chamados Millennials, que ingressaram na vida profissional após a crise financeira de 2008 —, ela sabia que networking pode ser determinante na busca por vagas.
“Eu queria ser proativa antes de me mudar porque detestaria estar em Londres sem nada planejado, já que é tudo muito caro aqui”, diz Rogers.
Além de utilizar plataformas tradicionais como LinkedIn e Indeed, ela decidiu adaptar o perfil no Tinder. “Durante muito tempo, o Tinder ofereceu pouca ou nenhuma vantagem para mim, mas só porque eu não tive sucesso em encontros amorosos no aplicativo não significava que eu não pudesse usar a plataforma de forma criativa para outros fins, como networking.”
A estratégia funcionou rapidamente. Segundo Rogers, homens com quem ela deu match passaram a oferecer contatos e indicações internas para vagas. “Isso me abriu portas rapidamente para entrevistas”, disse. Ela conseguiu duas entrevistas com consultorias de recrutamento e, depois, foi contratada para atuar na área de vendas. No fim, acumulou propostas suficientes para recusar três oportunidades que surgiram por meio do aplicativo. Hoje, Rogers é diretora de contas de relações públicas, mora em Londres e é casada.
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Fronteiras entre namoro e networking
O caso ocorre em um contexto de mudanças no uso das plataformas digitais. De acordo com a Fortune, as fronteiras entre aplicativos de relacionamento e networking profissional estão cada vez mais tênues.
O Bumble, por exemplo, lançou em 2017 o Bumble Biz, voltado a conexões profissionais. Já o Grindr informou que cerca de 25% dos usuários acessam o aplicativo para fazer networking. Ao mesmo tempo, um estudo de 2023 apontou que mais de 90% das mulheres relataram ter recebido ao menos uma mensagem indesejada no LinkedIn, evidenciando que o movimento inverso — investidas pessoais em plataformas profissionais — também é frequente.
Estratégia com cautela
Apesar dos resultados positivos, a prática levanta questionamentos. Um porta-voz do Tinder afirmou à Fortune que o aplicativo é “dedicado a promover conexões pessoais significativas, não comerciais”.
Rogers reconhece que há riscos e recomenda cuidados. Antes de comparecer a entrevistas presenciais marcadas a partir de contatos feitos no Tinder, ela pesquisava a empresa e verificava se o recrutador realmente trabalhava lá. “Certifique-se sempre de pesquisar sobre a empresa e verificar se ela realmente existe”, aconselhou.
Ela também sugere medidas de segurança semelhantes às adotadas em encontros: avisar amigos ou familiares sobre o local e horário, compartilhar localização e, se necessário, pedir que alguém acompanhe de perto. Mesmo anos depois, Rogers afirma que consideraria baixar novamente o aplicativo caso ficasse desempregada. “Mas acho que precisaria contar ao meu marido que voltei a usar o Tinder”, brincou.




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