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Belo Horizonte,04/04/2026

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Inovar 'nas pontas' ajudou o L’entrecôte de Paris a faturar R$ 75 milhões; agora, apostas vão de flagship a brunch

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Inovar 'nas pontas' ajudou o L’entrecôte de Paris a faturar R$ 75 milhões; agora, apostas vão de flagship a brunch
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O prato principal da rede de restaurantes L’Entrecôte de Paris continua o mesmo, desde sua fundação, em 2009: um filé de entrecôte com molho e batatas fritas. No entanto, para aumentar as vias de faturamento dos franqueados, sem perder a identidade de ser um negócio de prato único, a rede optou por “inovar nas pontas” e incluir opções de entradas e de sobremesas – uma, inclusive, em collab com a Havanna. A aposta ajudou a marca a crescer 17% em 2025 e atingir um faturamento de R$ 75 milhões.
De acordo com Glaucia Fernandes, diretora-executiva da rede, a estratégia tem dado frutos e a satisfação dos franqueados tem ajudado a rede a crescer: hoje são 35 unidades, comandadas por 24 empreendedores. Dessas, 15 são operações com salão e o restante são dark kitchens que, aos poucos, têm se transformado em bistrôs petits – novo foco de crescimento da marca. As unidades exclusivas para delivery, que viraram uma febre na pandemia, não são mais encorajadas.
Nos próximos meses, as lojas de Higienópolis, em São Paulo (SP), e Cascais, em Portugal, deverão passar pela transformação. O movimento, segundo a executiva, é importante, pois a marca passa a ser mais “vista” e conhecida pelo público.
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Além da conversão de dark kitchens em restaurantes, ao menos seis novas operações devem ser inauguradas ao longo do ano. “Nosso modelo não é de massa, precisamos de praças com, ao menos, 800 mil pessoas. Fazemos a expansão de forma bem criteriosa”, diz. O destaque fica para uma flagship que abrirá as portas na região de Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A cidade deve ganhar novas operações, assim como Portugal. Também há negociações para um restaurante em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Um cardápio de brunch, inspirado nos de Paris, deve chegar a três lojas da L’Entrecôte de Paris até o fim de 2026: Barra da Tijuca (no Rio), Jardins (em São Paulo) e a vindoura loja de Pinheiros. Até lá alguns pilotos serão testados.
Glaucia Fernandes, diretora-executiva do L'Entrecôte de Paris
Divulgação / Mario Rodrigues
Entradas e sobremesas atraíram novos clientes
De acordo com Fernandes, a rede registrou índice de 12% de novos clientes ao longo de 2025 e credita isso às novas opções do menu. Esse movimento trouxe um incremento de 13% nas vendas nas mesmas lojas. A aposta é que as entradas mais elaboradas, com opções de rosbife a queijo brie com geleia de frutas vermelhas, por exemplo, e as sobremesas, que têm como principal aposta um profiterole com doce de leite Havanna, contribuam para o aumento mais substancial do tíquete médio.
Profiteroles de Doce de Leite Havanna, feito em collab com a L'Entrecôte de Paris
Divulgação
A projeção é encerrar 2026 com um crescimento de 15% no faturamento, considerando apenas as lojas existentes.
O prato único segue inalterado: em 2025 foram consumidas aproximadamente oito toneladas de carne e mais de 30 toneladas de batata. Com pouca margem para mudanças, a oscilação no preço do corte bovino se torna um desafio – inclusive, no momento presente, de acordo com a executiva.
Fachada do L'Entrecôte de Paris: rede aposta em bistrôs para nova fase de expansão
Mário Rodrigues / Divulgação
O L’entrecôte de Paris integra o grupo SMZTO e trabalha com três modelos de negócio: tradicional, bistrô petit (principal aposta de expansão) e dark kitchen. Os investimentos para o principal formato partem de R$ 950 mil, com retorno estimado em até 36 meses.
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