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Belo Horizonte,04/04/2026

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Você é a marca: o que Daymond John ensina sobre negócios na era da visibilidade

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Você é a marca: o que Daymond John ensina sobre negócios na era da visibilidade
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"Um CEO que é invisível é substituível." Daymond John, fundador da marca de roupas Fubu e investidor do Shark Tank, resumiu sua fala na Convenção da International Franchise Association, em Las Vegas (EUA), com essa frase. Ele tem conhecimento de causa: no ambiente digital, ele é parte indissociável da marca que criou.
A visibilidade sempre foi um ativo estratégico para a Fubu. John não cresceu com acesso a mercados ou investidores. Criado no Queens, em Nova York, ele via o hip hop como uma "tecnologia disruptiva" que permitia aos jovens das regiões desfavorecidas expressarem sonhos e frustrações por meio da música e da moda. Era um meio de unir cultura, produto e mercado.
Daymond John simplifica a gestão empresarial ao focar no que realmente move o ponteiro financeiro. Para ele, o empreendedor deve dominar a eficiência antes de buscar complexidade. Confira algumas das lições de gestão que ele compartilhou.
Estoque mínimo, exposição máxima
"Existem apenas duas maneiras de operar um negócio. Ou você aumenta vendas, ou você reduz custo", resume John. Ele começou em 1991 com bonés feitos em casa. Vendeu US$ 800 em uma hora numa esquina, abordando pedestres com frases como "Quer comprar esse boné? Combina com seu tênis". O objetivo dele era vestir a comunidade. Em seguida, fez dez camisetas com a marca Fubu. Tentou entrar em 40 sets de filmagem de videoclipes de rap, foi expulso de 22 deles, mas conseguiu inserir as camisetas em 18.
O próximo passo foi criar uma ilusão de escala para o negócio. John usou tinta spray para pintar "Vendedor autorizado Fubu" no portão de 300 negócios nos estados de Nova York e Nova Jersey. Eram estabelecimentos que não vendiam nada da marca. “Mas isso foi equivalente a US$ 3 milhões em publicidade!”, brinca o empreendedor.
Negociação inclui escuta
Um momento decisivo na história da Fubu foi uma parceria com o rapper LL Cool J. John esperou em frente à casa do artista até conseguir abordá-lo e pedir que tirasse uma foto com uma camiseta da Fubu. A primeira tentativa não deu certo – o rapper odiou as roupas. O empreendedor diz que aprendeu a “responder em vez de reagir”: ouviu o feedback e mudou a peça, o que permitiu uma foto histórica que foi publicada em jornais e alavancou a marca.
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Para bater metas, é preciso fazer a lição de casa
Apesar da projeção adquirida com custos muito baixos, John quase faliu. Em 1992, a empresa havia participado de uma feira em Las Vegas e conseguido US$ 300 mil em pedidos. O problema é que John não tinha o capital necessário para fazer essas entregas aos clientes. Sem experiência com bancos nem histórico de crédito, ele não conseguiu empréstimo. Precisou usar o dinheiro da hipoteca da casa da mãe para pagar dívidas. Um anúncio no jornal feito pela mãe atraiu a divisão têxtil da Samsung, que quis fabricar e distribuir as roupas da Fubu, mas com o compromisso de que a marca conseguisse vender US$ 5 milhões em produtos em três anos. “Depois de dez anos tocando esse negócio, eu sabia que tinha de determinar minhas metas e fazer um planejamento rigoroso. Nós vendemos US$ 30 milhões em três meses.” No auge do seu faturamento, em 1997, a Fubu faturou US$ 350 milhões.
Diversificação e investimento em pessoas
Daymond John avaliou que as marcas de moda têm ciclos de vida curtos e decidiu diversificar seu portfólio. Ele se tornou investidor no programa Shark Tank para investir em diferentes setores. Para quem busca capital, John diz que o pitch deve focar mais no fundador do que nos números isolados. “Não investimos em empresas, mas sim em pessoas.” Se alguém aparece com números perfeitos, diz John, vamos investir e depois tirá-lo da sociedade. “Agora, se aparece alguém com um coração enorme, que já faliu milhões de vezes e aprendeu o que não deve fazer, e nós nos entendemos moralmente, vamos fazer negócios juntos.”
Você é a marca: o líder como ativo
A presença do empreendedor no mundo digital garante que ele esteja sempre visível. Ele defende que os fundadores de negócios conheçam bem sua essência e deixem isso claro. “Você consegue se descrever em duas a cinco palavras? Se não consegue, você deixa que os outros façam suas próprias interpretações”, alerta. “Lembre-se sempre de ser você, a sua marca.”
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