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Belo Horizonte,20/08/2026

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Saídas fiscais crescem 80% e brasileiros ampliam planos de mudança para os EUA

Assessoria de Imprensa
Saídas fiscais crescem 80% e brasileiros ampliam planos de mudança para os EUA Divulgação internet
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Procura por orientação migratória nos Estados Unidos representa mais de 85% das demandas da Bicalho Consultoria Legal; busca de empresas brasileiras por informações sobre expansão internacional cresceu 25% no primeiro semestre

O número de brasileiros que formalizaram a saída definitiva do país cresceu 80% nos últimos cinco anos, passando de 25.680 declarações em 2021 para 46.188 até julho de 2026, segundo dados do Painel de Declaração de Saída Definitiva da Receita Federal e do Ministério da Fazenda. O dado ocorre em paralelo a uma procura crescente por orientação para quem pretende construir uma vida ou ampliar negócios no exterior, especialmente nos Estados Unidos.

Na Bicalho Consultoria Legal, escritório de imigração com atuação no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos, mais de 85% das demandas por orientação migratória no primeiro semestre de 2026 tiveram os Estados Unidos como destino. A procura também cresceu entre empresas brasileiras: a demanda corporativa por informações relacionadas à expansão internacional aumentou 25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Os números da consultoria não permitem atribuir diretamente o crescimento das saídas fiscais ao aumento da procura por imigração, mas mostram um movimento relevante de brasileiros que avaliam os Estados Unidos como destino para projetos pessoais e empresariais. A decisão de viver ou atuar no exterior exige mais do que a escolha de um visto e pode envolver residência, carreira, família, patrimônio e estrutura empresarial.

“Os Estados Unidos continuam como o principal destino entre as pessoas que procuram nossa consultoria. O perfil é bastante diverso: recebemos profissionais, famílias e empresários com objetivos diferentes. O ponto em comum é a necessidade de entender o caminho migratório antes de tomar decisões que terão impacto de longo prazo”, explica Dr. Vinicius Bicalho, advogado e professor de imigração licenciado nos Estados Unidos e membro da American Immigration Lawyers Association (AILA).

O que muda para quem decide deixar o Brasil

Para quem pretende estabelecer residência no exterior, o planejamento começa antes da mudança. A modalidade migratória deve estar relacionada ao objetivo do solicitante, que pode ser trabalhar, empreender, estudar, acompanhar a família ou construir um caminho para residência permanente.

No caso das empresas, a decisão de expansão internacional acrescenta outras questões. A instalação de uma operação nos Estados Unidos pode envolver estrutura societária, transferência de profissionais, contratação local e definição da estratégia de negócios. O crescimento de 25% na procura corporativa por informações sobre expansão internacional indica que esse movimento também ganhou espaço entre empresas brasileiras.

“Uma família que pretende morar nos Estados Unidos tem necessidades diferentes de um empresário que quer abrir uma operação no país. A estratégia migratória precisa considerar o objetivo final e as características de cada caso. Para empresas, a análise envolve ainda a estrutura do negócio e a forma como a expansão será realizada”, afirma Bicalho.

O que acontece depois de 12 meses fora do Brasil

Outro ponto de atenção para quem deixa o país é a diferença entre residência migratória e residência fiscal. São conceitos distintos: ter um visto ou autorização para viver no exterior não determina, por si só, a condição fiscal do brasileiro no Brasil.

Segundo as regras da Receita Federal, quem deixa o Brasil em caráter permanente pode passar à condição de não residente a partir da saída, observadas as regras aplicáveis. Já quem deixa o país temporariamente e não formaliza a saída pode passar à condição de não residente após 12 meses consecutivos de ausência, conforme os critérios estabelecidos pela Receita.

A mudança exige procedimentos específicos, como a Comunicação de Saída Definitiva do País e a Declaração de Saída Definitiva. Por isso, a simples permanência no exterior durante alguns meses não significa, automaticamente, que o brasileiro deixou de ser residente fiscal no Brasil.

“O prazo de 12 meses é relevante principalmente para quem deixa o Brasil sem formalizar uma saída definitiva. É importante entender que residência fiscal e status migratório são questões diferentes. O planejamento precisa considerar as circunstâncias da saída e as obrigações que permanecem no Brasil”, explica Bicalho.

A situação também merece atenção quando o brasileiro mantém imóveis, investimentos, contas bancárias, empresas ou outros vínculos econômicos no país. Esses elementos não determinam isoladamente a residência fiscal, mas fazem parte da análise da situação de cada contribuinte.

A mudança internacional exige planejamento

O crescimento das saídas definitivas, a concentração das demandas migratórias nos Estados Unidos e o aumento da procura empresarial por informações sobre expansão internacional apontam para uma realidade mais ampla: a decisão de atuar ou viver fora do Brasil alcança diferentes perfis e não se limita à busca por um visto.

Para Bicalho, o planejamento deve começar antes da mudança e considerar as regras dos dois países.

“A imigração não termina com a aprovação do visto. Esse é o início de uma nova etapa. Quem pretende viver, trabalhar ou desenvolver um negócio nos Estados Unidos precisa entender o caminho migratório e avaliar as consequências da mudança antes de estabelecer sua vida no país”, conclui Dr. Vinicius Bicalho.




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