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Belo Horizonte,04/04/2026

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Macaco “adota” pelúcia após ser rejeitado pela mãe em zoológico no Japão

cnnbrasil.com.br
Macaco “adota” pelúcia após ser rejeitado pela mãe em zoológico no Japão
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Em um zoológico nos arredores de Tóquio, o recinto dos macacos se tornou uma atração imperdível graças a uma dupla inseparável: Punch, um filhote de macaco-japonês, e seu companheiro, um orangotango de pelúcia.


Punch foi abandonado pela mãe assim que nasceu, há sete meses, no zoológico da cidade de Ichikawa. Quando um espectador percebeu e alertou os tratadores, eles entraram em ação.


Os filhotes de macaco-japonês geralmente se agarram às mães para desenvolver força muscular e obter uma sensação de segurança, então Punch precisou de uma intervenção rápida, segundo o tratador Kosuke Shikano.


Os tratadores experimentaram substitutos, incluindo toalhas enroladas e outros bichos de pelúcia, antes de optarem pelo orangotango laranja de olhos esbugalhados, vendido pela marca de móveis sueca IKEA.




“Este bicho de pelúcia tem pelos relativamente longos e vários lugares fáceis de segurar”, conta Shikano. “Pensamos que sua semelhança com um macaco poderia ajudar Punch a se reintegrar ao grupo, e foi por isso que o escolhemos.”


Desde então, Punch raramente é visto sem ele e está sempre arrastando o brinquedo de pelúcia para todo lado, mesmo o bichinho sendo maior que ele, e encantando os fãs que têm lotado o zoológico desde que os vídeos dos dois viralizaram nas redes sociais.


“Ver o Punch nas redes sociais, abandonado pelos pais, mas ainda se esforçando tanto, me comoveu muito”, disse Miyu Igarashi, uma enfermeira de 26 anos. “Então, quando tive a oportunidade de encontrar uma amiga hoje, sugeri que fôssemos ver o Punch juntas.”


Shikano acredita que a mãe de Punch o abandonou por conta do calor extremo registrado em julho, quando ela deu à luz.


Punch teve algumas divergências com os outros macacos ao tentar se comunicar com eles, mas os tratadores dizem que isso faz parte do processo de aprendizagem e que ele está se integrando gradualmente ao grupo.


“Acho que chegará o dia em que ele não precisará mais do seu brinquedo de pelúcia”, afirmou Shikano.


 




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