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Belo Horizonte,04/08/2026

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Tribunal de Justiça suspende investigação do MP sobre suspeita de venda de cargos contra presidente da Câmara de Curitiba Tico Kuzma

g1.globo.com
Tribunal de Justiça suspende investigação do MP sobre suspeita de venda de cargos contra presidente da Câmara de Curitiba Tico Kuzma


TJ suspende investigação contra Tico Kuzma em Curitiba
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu, em decisão liminar, a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que apura suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha" envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). O processo tramita em segredo de Justiça.
O anúncio da suspensão foi feito pelo próprio vereador durante a sessão plenária de segunda-feira (3). Segundo Kuzma, a decisão foi proferida em 7 de julho.
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Em junho, o presidente da Câmara foi alvo de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima apresentada em 2024, apura suspeitas de que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos na Prefeitura de Curitiba e exigido, posteriormente, parte dos salários desses servidores.
🔍 "Rachadinha" é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários dos assessores e funcionários comissionados.
Segundo Kuzma, a liminar do TJ-PR suspendeu a apuração do MP-PR após o entendimento de que não foram encontrados indícios que comprovassem a denúncia. O vereador afirmou que prestou todos os esclarecimentos solicitados e permanece à disposição da Justiça.
Vereador Tico Kuzma foi alvo de operação feita pelo Gaeco
Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba
Kuzma disse ainda que optou por não comentar o caso anteriormente em razão do segredo de Justiça.
“Hoje, faço este esclarecimento porque considero que a população de Curitiba, meus colegas vereadores e todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer esses fatos”, declarou.
Em nota, o MP-PR informou que só irá se manifestar após a decisão de mérito do Tribunal. Os autos permanecem sob sigilo.
O Tribunal de Justiça também informou que não pode fornecer informações sobre o caso devido ao segredo de Justiça.
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Operação
A operação foi deflagrada pelo Gaeco em junho para investigar suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha".
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para ocupar cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma.
As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para a ocupação desses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores.
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