Pesquisa revela que maioria dos brasileiros admite saber pouco ou nada sobre educação financeira
Falta de conhecimento prático sobre finanças pessoais impacta decisões de crédito, endividamento e hábitos de poupança
Freepick importância de cuidar do dinheiro e acompanhar gastos, a maioria dos
brasileiros ainda enfrenta dificuldades para compreender conceitos básicos de
educação financeira. É o que aponta a 17ª edição da pesquisa Observatório
Febraban, que mostra que 55% da população admite saber pouco ou nada sobre o
tema, evidenciando uma lacuna significativa entre a percepção de relevância e o
conhecimento prático sobre finanças pessoais.
De acordo com o levantamento,
40% dos brasileiros afirmam entender pouco e 15% dizem não entender nada de
educação financeira. Ainda assim, o tema é amplamente reconhecido como
relevante: 55% dos entrevistados afirmam ter muita atenção com o acompanhamento
e o controle das finanças pessoais, enquanto 20% dizem ter alguma atenção, o
que reforça o contraste entre a valorização do tema e a dificuldade em aplicar
conceitos financeiros no dia a dia.
O estudo traça ainda um
panorama do comportamento financeiro dos brasileiros, abordando questões como
endividamento, uso do crédito, hábitos de poupança e investimento, fatores que
impactam diretamente o cotidiano das famílias e a saúde financeira no longo
prazo.
Para Thiago Rodrigues,
especialista da área de Negócios da Sicoob Coopmil, esse cenário está
diretamente ligado a questões estruturais e culturais.
“A educação financeira
historicamente não fez parte do ensino formal no Brasil. Para muitas pessoas, o
primeiro contato com o tema acontece apenas na vida adulta e, geralmente, em
momentos de dificuldade financeira”, explica.
Segundo ele, ainda existe a
percepção de que finanças é um assunto complexo ou restrito a quem tem renda
alta, o que afasta grande parte da população.
Embora muitos brasileiros
reconheçam que educação financeira é importante, transformar essa consciência
em prática ainda é um desafio.
“Saber que é importante se organizar é diferente
de compreender, de fato, como fazer isso. Entender conceitos como planejamento
financeiro, juros, crédito, poupança e investimentos é o que permite aplicar
esse conhecimento no dia a dia”, afirma Rodrigues.
Entre os equívocos mais
comuns, o especialista destaca a ideia de que educação financeira se resume a investir ou enriquecer
rapidamente.
“Outro erro recorrente é pensar que só quem ganha muito pode se
planejar financeiramente. Na prática, educação financeira tem mais a ver com
escolhas conscientes do que com abrir mão de qualidade de vida”, pontua.
A falta de conhecimento
financeiro, segundo ele, influencia diretamente comportamentos como o uso
excessivo do crédito e o aumento do endividamento.
“Sem entender juros e
prazos, muitas pessoas recorrem ao parcelamento constante, ao rotativo do
cartão de crédito ou a empréstimos sem planejamento. Isso gera um ciclo de
dívidas, estresse financeiro e dificuldade para poupar ou investir”, alerta.
Apesar do cenário desafiador,
Thiago Rodrigues reforça que pequenas mudanças podem gerar impactos positivos.
“Anotar receitas e despesas, criar um orçamento mensal realista, evitar compras
por impulso, usar o crédito com consciência e priorizar uma reserva de
emergência são práticas simples, mas muito eficazes”, orienta.
Ele também
destaca a importância de buscar informações em fontes confiáveis e acessíveis.
Nesse contexto, iniciativas
de educação financeira promovidas por instituições financeiras, cooperativas,
escolas e até de forma individual ganham relevância.
“Quando o tema é
desmistificado e apresentado de forma prática, as pessoas passam a ter mais autonomia,
reduzem o estresse financeiro e tomam decisões mais seguras. A educação
financeira contínua é essencial para promover bem-estar e estabilidade ao longo
do tempo”, conclui o especialista.
Com a chegada de 2026, o
desafio permanece: ampliar o acesso ao conhecimento financeiro e transformar a
relação dos brasileiros com o dinheiro, tornando-a mais consciente, equilibrada
e sustentável.

SICOOB COOPMIL
Fundada em 1989 por policiais
militares paulistas, a Sicoob Coopmil nasceu do ideal de promover o bem-estar
da família policial por meio do cooperativismo financeiro. Hoje, com livre
adesão e com mais de 28 mil cooperados, a cooperativa oferece uma variedade de
serviços financeiros, como contas correntes, seguros, investimentos, crédito,
consórcios, além de serviços digitais e de atendimento, como o aplicativo
Sicoob. Para mais informações, acesse: www.sicoob.com.br/web/sicoobcoopmil/para-voce





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