Diversificar o portfólio virou estratégia de sobrevivência para gráficas brasileiras, mostra a trajetória de Dalmi Fernandes Defanti Junior

Depender de uma única linha de produto deixou de ser uma estratégia segura para empresas do setor gráfico brasileiro. À medida que hábitos de consumo mudam e novas tecnologias de impressão surgem, negócios que diversificam sua atuação entre diferentes segmentos tendem a enfrentar melhor oscilações de demanda em cada frente isolada.
Esse é o caso da Gráfica Print, com sede em Cuiabá, no Mato Grosso, que, ao longo de mais de três décadas, ampliou sua atuação para além da impressão tradicional, hoje incluindo materiais editoriais, embalagens, itens institucionais, comunicação visual e outdoor. Dalmi Fernandes Defanti Junior, fundador da empresa, trata essa diversificação como parte central da estratégia de gestão adotada desde os primeiros anos do negócio.
Diversificação de portfólio se torna estratégia de gestão no setor gráfico
Segundo Dalmi Fernandes Defanti Junior, concentrar a operação em um único tipo de produto expõe qualquer gráfica a riscos desnecessários. Uma queda de demanda por materiais editoriais, por exemplo, pode ser parcialmente compensada por um crescimento na procura por embalagens ou comunicação visual, desde que a empresa tenha estrutura para atender bem a diferentes frentes ao mesmo tempo.
Essa lógica de gestão exige, no entanto, investimento constante em maquinário e capacitação de equipe, já que cada linha de produto costuma envolver processos técnicos distintos. Para o fundador da Gráfica Print, esse é justamente o ponto que separa empresas capazes de diversificar com qualidade daquelas que apenas ampliam o catálogo sem sustentação operacional.
Da impressão editorial às embalagens, diferentes frentes sustentam o negócio
A atuação da Gráfica Print em segmentos como editorial, embalagens e comunicação visual ilustra como um mesmo parque gráfico pode atender a públicos e finalidades bem diferentes entre si. Um material editorial exige precisão gráfica e acabamento refinado, enquanto uma embalagem precisa considerar resistência, praticidade e identidade visual da marca que representa.
Dalmi Fernandes Defanti Junior destaca que cada uma dessas frentes exige um tipo de conhecimento técnico próprio, o que torna a gestão de um parque gráfico diversificado mais complexa do que manter uma operação especializada em apenas um tipo de produto. Ainda assim, na visão dele, essa complexidade é compensada pela estabilidade que a diversificação proporciona ao negócio ao longo do tempo.
Inovação em design acompanha mudança de comportamento do consumidor
Além da diversificação de produtos, o fundador da Gráfica Print observa que o próprio conceito de design gráfico vem se transformando junto com o comportamento do consumidor. Materiais impressos que antes seguiam padrões mais rígidos de layout passaram a incorporar elementos de identidade visual mais próximos das marcas que representam, refletindo uma demanda por personalização também no universo físico do design.
Esse movimento aproxima o trabalho gráfico de uma lógica que antes era mais associada ao ambiente digital, na qual cada peça precisa comunicar algo específico sobre quem a produziu ou encomendou. Para Dalmi Fernandes Defanti Junior, acompanhar essa mudança de expectativa em relação ao design é hoje parte essencial da atuação de qualquer gráfica que queira se manter relevante.
Modelo de gestão multiproduto exige investimento constante em capacitação
Manter uma operação diversificada também impõe desafios de gestão de equipe. Segundo o fundador da Gráfica Print, capacitar profissionais para transitar entre diferentes tipos de produção gráfica é um investimento contínuo, que precisa acompanhar o ritmo de renovação tecnológica do próprio setor.
Esse tipo de gestão, na avaliação de Dalmi Fernandes Defanti Junior, tende a se tornar cada vez mais comum entre gráficas de médio e grande porte no Brasil, à medida que a concorrência por clientes corporativos exige capacidade de atender demandas variadas sob o mesmo teto.
Diversificação tende a se consolidar como padrão de gestão no setor gráfico
A experiência de empresas como a Gráfica Print sugere que a diversificação de portfólio deixou de ser apenas uma opção de crescimento e passou a funcionar como proteção contra oscilações de mercado em segmentos específicos do setor gráfico. Empresas capazes de sustentar essa diversidade com qualidade tendem a ocupar posição mais sólida diante de um mercado em constante transformação.
Para Dalmi Fernandes Defanti Junior, o desafio dos próximos anos será manter esse equilíbrio entre amplitude de portfólio e excelência técnica em cada frente de atuação, sem que a diversificação comprometa a identidade que sustentou o crescimento da empresa ao longo de décadas.





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