Ele resolveu abrir uma rede de estética e saúde para homens após este incômodo em um salão de beleza

Luís Fernando Carvalho, 41 anos, fundou a Homenz em 2019, em Uberaba (MG), depois de se sentir incomodado ao esperar em um salão de beleza voltado ao público feminino. Sete anos depois, a rede de clínicas de estética e saúde masculina fatura R$ 160 milhões por ano, soma mais de 34 mil pacientes atendidos em 2025 e opera 82 unidades em 19 estados, com outras 32 em fase de implantação.
O incômodo, segundo Carvalho, revelou uma oportunidade no mercado. "As clínicas tradicionais não queriam atender homens. A Homenz nasceu para preencher essa lacuna", afirma. A ideia, diz ele, já nasceu pensada como rede: antes de abrir a primeira unidade, o fundador já projetava o negócio como franquia. Levou cerca de três anos testando o modelo até começar a expansão pelo país.
Hoje a franqueadora tem sede em Balneário Camboriú (SC), para onde Carvalho se mudou para tocar a operação nacional. A escolha, segundo ele, tem relação com a facilidade de atrair profissionais qualificados e com a proximidade de outras redes de franquia instaladas na cidade.
A Homenz opera 82 unidades e tem outras 32 em implantação. A rede pretende alcançar 500 clínicas nos próximos três anos
Divulgação
Carro-chefe e público em expansão
Os tratamentos capilares respondem pela maior parte da demanda da rede, seguidos por procedimentos corporais ligados a emagrecimento e, em terceiro lugar, por tratamentos faciais como botox. Segundo Carvalho, o público inicial da marca era formado por homens de 30 a 45 anos, faixa que segue sendo a maior, mas que se ampliou nos últimos anos para clientes de até 70 anos.
O crescimento da Homenz acompanha um movimento mais amplo no setor. Levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostra que os procedimentos estéticos não cirúrgicos realizados por homens cresceram 116% entre 2018 e 2024. No Brasil, dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontam faturamento de R$ 74,3 bilhões em 2025 para o segmento de saúde, beleza e bem-estar, alta de 14,6% sobre o ano anterior.
Os tratamentos capilares são o principal serviço da Homenz e lideram a demanda entre os pacientes atendidos pela rede
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Dois modelos de franquia
A Homenz opera com dois formatos de franquia. No modelo Premium, sem cirurgia, o investimento inicial gira em torno de R$ 600 mil. Já o modelo Full, que inclui transplante capilar e exige a presença de um médico sócio, demanda cerca de R$ 850 mil.
Os valores cobrem taxa de franquia, obra, implantação e treinamento, com a unidade entregue pronta para operar. O tempo médio de retorno do investimento é de 18 meses.
O tíquete médio da rede é de R$ 2.500. Para sustentar o ritmo de expansão, a empresa mantém uma estrutura de 800 m² em Balneário Camboriú dedicada a treinamento e acompanhamento dos franqueados.
A rede projeta chegar a 500 clínicas em operação nos próximos três anos, partindo das atuais 82. Para Carvalho, o desafio da expansão está menos na demanda e mais na manutenção do padrão de atendimento. "É essencial crescer com qualidade, governança, suporte e treinamento", diz. São Paulo é hoje o principal mercado da marca, mas a empresa também aposta na região Sul, com foco em Santa Catarina e Paraná.
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