1 a cada 4 empreendedores passa mais de 10 horas por semana cuidando das finanças, diz pesquisa

Ser dono do próprio negócio significa, muitas vezes, dar conta de várias áreas da empresa sozinho ou com pouca ajuda. A fintech Cora, focada em pequenas e médias empresas, realizou uma pesquisa para entender os hábitos dos empreendedores para a gestão financeira. A análise, feita em parceria com a Hibou, mostrou que 1 a cada 4 empreendedores passa mais de 10 horas por semana cuidando das finanças.
De acordo com a pesquisa, quase metade (44%) dos entrevistados dedica mais de cinco horas por semana para a gestão financeira do negócio. Para aqueles que dividem a função com outra pessoa, 33% dedicam mais de 10 horas por semana à tarefa.
“Uma possível explicação é que a divisão acontece justamente em empresas cuja operação financeira se tornou mais complexa. À medida que o negócio cresce, aumentam também as demandas de controle, pagamentos, cobranças e acompanhamento financeiro”, opina Igor Senra, CEO e cofundador da Cora.
Entre as atividades que mais consomem tempo dos empreendedores estão o acompanhamento do caixa (43%) e o controle das contas a pagar e receber (42%). O planejamento de receitas e despesas futuras foi citado por 31% dos participantes.
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“Os dados mostram uma rotina muito consumida pela operação financeira do presente. Embora isso seja natural em negócios menores, existe um risco quando o planejamento financeiro de médio e longo prazo perde espaço. A sustentabilidade da empresa depende justamente da capacidade de antecipar cenários, se preparar para oscilações e tomar decisões com maior previsibilidade”, aponta Senra.
O levantamento também indicou que as tarefas de gestão financeira mudam conforme o porte da empresa: enquanto microempreendedores individuais (MEIs) gastam mais tempo com o fluxo de caixa (39%), a função financeira que mais ocupa as micro e pequenas empresas é acompanhar as contas a pagar e receber (41%). Veja mais na tabela abaixo:
As 5 atividades financeiras que mais consomem tempo dos empreendedores
O levantamento contou com 1,3 mil respostas de empreendedores brasileiros, incluindo MEIs, microempresas, pequenas empresas e empresas de médio porte. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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